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Internacional/América do Sul: Xi Jinping reforça sedução diplomática e económica junto à América Latina em desafio aos EUA

Presidente chinês promete 8,3 mil milhões de euros em créditos e apela à unidade com os países da CELAC para enfrentar tensões comerciais globais

O presidente da China, Xi Jinping, lançou esta terça-feira uma ofensiva diplomática de aproximação à América Latina e Caraíbas, durante a abertura de uma reunião ministerial com os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). O encontro acontece num momento de crescente isolamento dos Estados Unidos na região.

Xi Jinping prometeu reforçar os laços com os países latino-americanos, numa conjuntura internacional marcada, segundo o próprio, pela “confrontação” e pelo “assédio” — numa clara referência às políticas norte-americanas.

Entre os líderes presentes destacam-se o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o chileno Gabriel Boric e o colombiano Gustavo Petro.

Cooperação económica e crédito milionário

Durante o discurso, o presidente chinês anunciou que a China disponibilizará um crédito de 66 mil milhões de yuans (8,3 mil milhões de euros) para apoiar projetos de desenvolvimento na região.

Só com unidade e cooperação é que os países podem preservar a paz e a estabilidade globais, assim como promover o desenvolvimento e a prosperidade mundial”, declarou Xi.

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Nos últimos anos, a China tem intensificado a cooperação económica e política com a América Latina, transformando-se no principal parceiro comercial de países como o Brasil, o Peru e o Chile, superando os Estados Unidos.

Contexto de guerra comercial com os EUA

As declarações de Xi Jinping surgem um dia depois de Washington e Pequim anunciarem uma trégua de 90 dias na guerra comercial, com uma redução mútua dos direitos aduaneiros.

Ninguém pode ganhar uma guerra de tarifas ou uma guerra comercial. O assédio e o hegemonismo só levam ao isolamento”, afirmou o líder chinês perante os chefes de Estado e diplomacia da CELAC.

De acordo com o acordo, os EUA reduzirão para 30% as suas sobretaxas sobre produtos chineses, enquanto a China baixará para 10% as tarifas aplicadas às importações norte-americanas.

“Novas Rotas da Seda” ganham força

A aproximação chinesa também passa pelo programa estratégico “Cinturão e Rota”, conhecido como “Novas Rotas da Seda”, lançado em 2013.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, anunciou recentemente que o seu país assinará uma carta de intenções para aderir à iniciativa. Atualmente, dois terços dos países latino-americanos já participam no projeto, que envolve a construção de infraestruturas marítimas, rodoviárias e ferroviárias em nações em desenvolvimento.

O programa tornou-se um eixo central da diplomacia de Pequim, que busca consolidar a sua influência global.

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