Segundo a polícia sul-africana, pelo menos uma dezena de indivíduos armados terá chegado de carro ao local e dividido-se pelas entradas do bairro, atacando residentes em diferentes ruas estreitas do assentamento.
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A porta-voz da polícia, a coronel Dimakatso Nevhuhulwi, confirmou que os suspeitos entraram por duas entradas distintas e dispararam contra habitantes antes de fugirem no mesmo veículo utilizado na chegada.
O responsável regional da polícia, Tommy Mthombeni, classificou os atacantes como “cruéis e bárbaros”, sublinhando que demonstraram conhecimento detalhado do terreno e da organização interna do bairro informal.
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Os relatos dos moradores descrevem momentos de terror. Uma residente, identificada como Gugu, afirmou ter ouvido tiros durante cerca de 30 minutos, escondendo-se debaixo da cama enquanto os disparos atravessavam as estruturas de chapa metálica das habitações.

“Vi corpos por todo o lado”, relatou a moradora, ainda em choque, enquanto habitantes continuam a deixar a zona temporariamente por receio de novos ataques.
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As autoridades já retiraram vários corpos de ruas estreitas do bairro, enquanto a investigação continua sem detenções confirmadas até ao momento.

A área é conhecida por atividades ilegais ligadas aos chamados “Zama Zama”, mineiros artesanais que exploram antigos filões de ouro de forma clandestina, muitas vezes em túneis subterrâneos sob as habitações.
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Segundo autoridades locais, materiais de mineração foram apreendidos recentemente na zona, levantando a possibilidade de ligação entre o ataque e disputas por exploração ilegal de recursos minerais.

No entanto, a polícia sublinha que o motivo do crime ainda não foi confirmado, mantendo várias hipóteses em investigação.
A violência armada continua a ser um problema recorrente na África do Sul, onde as autoridades enfrentam dificuldades no controlo da circulação de armas ilegais. Em operações recentes, já tinham sido apreendidas armas e mais de mil munições na região.




