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Rússia Intensifica Bombardeamentos na Ucrânia, Ataques Fazem Mortos e Feridos em Várias Cidades

Novos ataques russos atingiram Kyiv, Dnipro e Kharkiv, provocando vítimas civis e aumentando os receios de uma nova escalada da guerra na Ucrânia.

Pelo menos três pessoas morreram e outras 29 ficaram feridas, incluindo duas crianças, durante ataques lançados contra diferentes bairros da capital ucraniana, Kyiv.

Segundo as autoridades locais, a cidade foi alvo de mísseis balísticos, levando milhares de residentes a procurarem refúgio em abrigos subterrâneos. Testemunhas relataram fortes explosões e a formação de densas colunas de fumo em várias zonas urbanas.

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Os serviços de emergência foram mobilizados para diversas áreas atingidas pelos bombardeamentos, onde edifícios residenciais e infraestruturas urbanas sofreram danos significativos.

As equipas de resgate continuam a avaliar a extensão dos estragos, enquanto as autoridades alertam para a possibilidade de novas vagas de ataques nas próximas horas.

Ukraine cabinet building hit in largest Russian strike of war, Zelenskyy  says - ABC News

Na cidade de Dnipro, localizada no leste da Ucrânia, o balanço provisório aponta para cinco mortos e pelo menos 25 feridos.

As autoridades regionais indicaram que o número de vítimas poderá aumentar à medida que as operações de busca e salvamento prosseguem entre os escombros das áreas afetadas.

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Já em Kharkiv, outra importante cidade do leste ucraniano, foram registados dez feridos, entre eles uma criança.

Segundo as autoridades municipais, a cidade foi atingida por 15 drones e dois mísseis, numa das maiores ofensivas registadas na região nas últimas semanas.

A Ukrainian drone attack on an oil depot inside Russia causes a massive  blaze, officials say | WSAV-TV

Do lado russo, as autoridades informaram que um civil morreu na região de Kursk, junto à fronteira com a Ucrânia, após um ataque com drone atribuído às forças ucranianas.

Na região de Krasnodar, um incêndio foi registado na refinaria de petróleo de Ilski, também após uma alegada ofensiva com drones.

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha alertado recentemente que Moscovo preparava uma nova ofensiva aérea de grande escala.

As declarações surgiram num contexto de crescente preocupação internacional, depois de a Rússia ter aconselhado diplomatas estrangeiros a abandonarem temporariamente Kyiv devido ao risco de ataques.

Russia warns it will see any incoming missile as nuclear

Os dados divulgados pelas autoridades ucranianas mostram que maio de 2026 foi um dos meses mais intensos desde o início da invasão russa.

Durante esse período, a Rússia lançou 211 mísseis contra território ucraniano, incluindo o míssil balístico de alcance intermédio Orechnik, capaz de transportar ogivas nucleares e utilizado pela terceira vez desde o início da guerra.

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Além dos mísseis, Moscovo lançou cerca de 8.150 drones de longo alcance durante o mês de maio, representando um aumento significativo em relação ao mês anterior.

Especialistas militares consideram que esta intensificação demonstra a estratégia russa de pressionar continuamente as capacidades defensivas da Ucrânia.

Ukraine claims near-90% air-defense success in March as attacks increase

Apesar da escalada dos ataques, Kyiv afirma ter conseguido intercetar aproximadamente 91% dos drones e mísseis russos lançados durante maio.

Ainda assim, as autoridades ucranianas alertam que os sistemas de defesa aérea continuam dependentes do fornecimento de munições e equipamentos provenientes dos aliados ocidentais.

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Responsáveis militares ucranianos têm advertido repetidamente que os stocks de munições para sistemas antimísseis permanecem insuficientes para enfrentar uma campanha prolongada de bombardeamentos.

A situação torna-se particularmente preocupante à medida que a Rússia aumenta a frequência e a intensidade das suas operações aéreas.

Ukrainian and US officials meet in Florida to discuss proposals to end  Russia's war | Ukraine | The Guardian

Enquanto os combates prosseguem, as negociações destinadas a pôr fim ao conflito permanecem praticamente bloqueadas.

Após mais de quatro anos de guerra, o confronto entre Rússia e Ucrânia provocou centenas de milhares de mortos, milhões de deslocados e uma das maiores crises humanitárias da Europa nas últimas décadas.

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