O projeto, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, foi suspenso em abril de 2021 após ataques terroristas próximos do local de construção na província de Cabo Delgado, levando à declaração de força maior e à paralisação das obras durante vários anos.
A TotalEnergies apresentou despesas superiores a 5 mil milhões de dólares, relacionadas com custos de segurança, mobilização e desmobilização durante o período de suspensão.
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Anuncie aqui!A auditoria realizada pelo Governo moçambicano contesta aproximadamente 2 mil milhões de dólares desse montante, criando um ponto de tensão adicional entre o Estado e o consórcio liderado pela petrolífera francesa.
Apesar da disputa, analistas consideram que o impacto financeiro direto para a TotalEnergies seria relativamente limitado, dado o peso global das suas operações e fluxos de caixa.
A TotalEnergies detém cerca de 75,6% do projeto e confirmou que o desenvolvimento do LNG em Moçambique permanece dentro de um orçamento global de 20 mil milhões de dólares, com previsão de início de produção em 2029.
O projeto encontra-se atualmente com cerca de 42% de execução concluída, após a retoma progressiva das atividades e o regresso de aproximadamente 6.000 trabalhadores ao terreno.
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Anuncie aqui!Segundo a empresa, cerca de 86% da capacidade de produção futura já está contratualizada, através de acordos de fornecimento de longo prazo com compradores internacionais, sobretudo na Ásia.

O financiamento do projeto também tem sido reestruturado após a saída de alguns apoios iniciais, com novos parceiros a entrarem para substituir mecanismos de crédito internacional.
Apesar da retoma, a segurança na região de Cabo Delgado continua a ser o principal fator de incerteza para o projeto, após os ataques que levaram à suspensão inicial em 2021.
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Anuncie aqui!As autoridades e a empresa mantêm cláusulas de proteção associadas ao risco de instabilidade, num contexto em que a situação de segurança melhorou, mas ainda não é considerada totalmente estável.

A diferença de 2 mil milhões de dólares entre a auditoria moçambicana e os valores apresentados pela TotalEnergies é interpretada por analistas como uma disputa de natureza contratual e não como um risco estrutural para o investimento.
O projeto Mozambique LNG permanece uma das maiores apostas energéticas em África, combinando contratos de fornecimento já garantidos com uma estrutura financeira de longo prazo.
Apesar do impacto da suspensão prolongada, o projeto continua a ser visto como estrategicamente relevante tanto para o governo moçambicano como para o consórcio internacional envolvido.




