O anúncio foi feito pelo próprio exército paquistanês, que confirmou a presença do seu chefe militar na capital iraniana no quadro de um processo de mediação em curso. O Paquistão tem desempenhado um papel central como intermediário entre as duas partes em conflito.
No entanto, as autoridades iranianas têm sido cautelosas quanto a qualquer otimismo. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaïl Baghaï, alertou que o processo diplomático ainda não representa qualquer ponto de viragem decisivo.
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Anuncie aqui!Segundo Teerão, as divergências entre as partes continuam profundas, com questões ainda em aberto relacionadas com o fim do conflito em múltiplas frentes, incluindo o Líbano, bem como a situação no estreito de Ormuz e o bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos.
O Irão sublinha ainda que o dossier nuclear não está atualmente no centro das negociações, apesar de continuar a ser um dos pontos mais sensíveis do impasse diplomático.
Desde o início de uma frágil trégua em abril, as negociações têm avançado lentamente, com apenas uma ronda formal de conversações realizada em Islamabad, sem resultados concretos. Desde então, contactos diplomáticos têm continuado de forma informal entre vários países.
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Anuncie aqui!O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, manifestou esperança de que esta nova ronda de contactos possa impulsionar o processo, após uma visita anterior de responsáveis paquistaneses a Teerão.
Apesar dos esforços diplomáticos, o tom entre as partes permanece duro. O governo iraniano afirma não ceder a pressões externas, enquanto os Guardas da Revolução ameaçam expandir o conflito para além da região caso haja novas ações militares norte-americanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou por sua vez que um eventual acordo com o Irão permitiria reduzir significativamente os impactos económicos globais da guerra, que já afeta o comércio energético internacional devido às tensões no estreito de Ormuz.
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Anuncie aqui!Os mercados internacionais reagiram com cautela, entre sinais de otimismo diplomático e receios de escassez energética, refletidos na subida dos preços do petróleo.
Paralelamente, a situação humanitária continua a deteriorar-se em várias zonas de conflito associadas à guerra, incluindo o Líbano, onde novos ataques registados na sexta-feira causaram várias vítimas civis, apesar dos cessar-fogos parciais em vigor.




