O ambiente no Gillette Stadium, em Boston, foi amplamente favorável à seleção marroquina. As bancadas ficaram praticamente cobertas de vermelho, criando uma atmosfera semelhante à vivida no Mundial de 2022, quando as duas equipas também se encontraram nas fases decisivas da competição.
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Apesar do forte apoio vindo das bancadas, foi a França quem assumiu desde cedo o controlo da partida. A equipa orientada por Didier Deschamps entrou determinada a impor o seu ritmo, pressionando alto e recuperando rapidamente a posse de bola sempre que a perdia.
Nos primeiros minutos, Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Dayot Upamecano criaram oportunidades claras para inaugurar o marcador. No entanto, o guarda-redes Yassine Bounou voltou a demonstrar porque continua a ser um dos melhores da competição, realizando intervenções decisivas que impediram a vantagem francesa.
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A superioridade da França era evidente. Manu Koné, chamado para substituir Aurélien Tchouaméni, dominava o meio-campo com recuperações constantes, enquanto Michael Olise e Doué davam criatividade ao ataque francês, obrigando Marrocos a defender durante grande parte da primeira parte.
Aos 24 minutos surgiu um dos momentos mais marcantes da partida. Depois de uma recuperação de bola rápida, Mbappé foi derrubado dentro da grande área e o árbitro assinalou grande penalidade. A decisão foi revista pelo VAR, provocando alguns minutos de espera e aumentando a tensão dentro do estádio.
Quando finalmente foi autorizado a bater o penálti, Mbappé viu novamente Bounou negar-lhe o golo com mais uma defesa de elevado nível. Apesar da oportunidade desperdiçada, os franceses mantiveram a serenidade e continuaram a controlar praticamente todas as iniciativas ofensivas do encontro.
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A segunda parte começou com o mesmo domínio francês. Depois de desperdiçar mais uma oportunidade frente a Bounou, Kylian Mbappé acabou por desbloquear o resultado aos 59 minutos. Recebeu assistência de Doué, enquadrou-se à entrada da área e colocou a bola no ângulo da baliza marroquina, sem qualquer hipótese de defesa.
O golo deu ainda mais confiança aos franceses, enquanto obrigava Mohamed Ouahbi a mexer na equipa, lançando novas opções ofensivas na tentativa de inverter o rumo da partida. No entanto, a resposta marroquina revelou-se insuficiente perante a consistência defensiva da seleção francesa.
Apenas sete minutos depois do primeiro golo, a França voltou a marcar. Desta vez foi Mbappé a assumir o papel de assistente, oferecendo o passe para Ousmane Dembélé, que finalizou com grande qualidade e estabeleceu o resultado final em 2-0.
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Com dois golos de vantagem, os franceses passaram a gerir o jogo com tranquilidade. Didier Deschamps aproveitou para refrescar a equipa, substituindo Mbappé por Jean-Philippe Mateta, que entrou sob aplausos dos adeptos franceses presentes no estádio.

Nos minutos finais, Marrocos tentou reagir através de Ounahi, que obrigou Mike Maignan à sua melhor defesa da partida. Apesar do esforço, os africanos não conseguiram reduzir a desvantagem nem voltar a entrar verdadeiramente na discussão do resultado.
Com esta vitória, a França confirma a sua terceira presença consecutiva nas meias-finais do Mundial, reforçando o excelente trabalho desenvolvido por Didier Deschamps ao longo da última década. Os franceses continuam entre os principais candidatos ao título e aguardam agora pelo vencedor do confronto entre Espanha e Bélgica, que decidirá o seu próximo adversário na luta por um lugar na grande final.





