Segundo informações obtidas a partir de Macomia, os insurgentes foram abatidos durante confrontos ocorridos em junho, quando tentavam uma nova invasão à base Catupa, localizada a cerca de 25 quilómetros da aldeia V Congresso, ao longo da Estrada Nacional 380.
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Uma fonte ligada às operações militares explicou que as FDS tinham informações antecipadas sobre a movimentação do grupo e prepararam uma posição defensiva que permitiu realizar uma emboscada.
“Foi um fogo cruzado, a nossa força já tinha toda informação, incluindo o lado onde eles viriam, e daí montou uma boa emboscada que resultou na morte de pelo menos cinco terroristas no local”, afirmou a fonte.
Além das mortes registadas entre os insurgentes, os confrontos provocaram vários feridos graves e ligeiros entre os elementos do grupo armado.
Segundo a mesma fonte, alguns militares moçambicanos também ficaram feridos durante a operação, mas encontram-se fora de perigo.
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“Tivemos uns feridos, mas estão fora de perigo”, afirmou.
O confronto ocorreu numa das áreas mais disputadas de Cabo Delgado, onde grupos armados continuam a tentar manter presença através de ataques contra posições militares e comunidades locais.
No início de julho, elementos associados ao grupo extremista Estado Islâmico reivindicaram um ataque que alegadamente teria provocado a morte de cinco militares moçambicanos na mesma região de Macomia.
A reivindicação, divulgada através dos canais de propaganda do grupo e ainda sem confirmação oficial pelas autoridades moçambicanas, indicava que o ataque teria ocorrido na floresta de Catupa, uma zona onde está instalada uma importante base militar.
Segundo a versão divulgada pelos extremistas, o ataque envolveu “diversos tipos de armas” e teria resultado igualmente na captura de um militar e na apreensão de equipamento.
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Anuncie aqui!A província de Cabo Delgado, rica em recursos naturais e com importantes reservas de gás natural, enfrenta ataques de grupos extremistas desde 2017.
O primeiro ataque da insurgência foi registado a 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia, dando início a um conflito que já provocou milhares de mortes e deslocações de população.
Dados da organização ACLED (Armed Conflict Location & Event Data) indicam que, nas primeiras duas semanas de junho, foram registados 11 eventos violentos em Cabo Delgado, todos envolvendo elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
Os ataques provocaram pelo menos oito mortos nesse período, elevando para cerca de 6.632 o número total de mortes registadas desde o início da insurgência.
De acordo com o último relatório da ACLED, entre outubro de 2017 e junho de 2026 foram registados 2.408 eventos violentos relacionados com a insurgência em Cabo Delgado.
Deste total, 2.224 episódios envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique, demonstrando a dimensão e persistência da ameaça na região norte do país.
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Anuncie aqui!Perante a continuidade dos ataques, o Governo moçambicano decidiu reforçar a estrutura de comando das operações militares.
No início de julho, o Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou a transferência do Comando do Teatro Operacional Norte de Pemba para Mocímboa da Praia, com o objectivo de aproximar a liderança militar das principais zonas de combate.
Durante uma visita de trabalho ao Teatro Operacional Norte, o Chefe de Estado explicou que a mudança permitirá melhorar a coordenação das operações e acelerar a resposta perante novas ameaças.
“Tomámos a decisão de transferir o Comando do Teatro Operacional Norte de Pemba para aqui, em Mocímboa da Praia, para estarmos mais próximos do centro das operações e do núcleo do combate aos terroristas”, afirmou.
Segundo Daniel Chapo, Mocímboa da Praia tornou-se o novo centro estratégico das operações militares na região norte de Cabo Delgado, permitindo maior proximidade com distritos afectados como Palma, Macomia e Quissanga.
O Presidente garantiu que o Governo continuará a reforçar as operações contra os grupos insurgentes até alcançar o fim definitivo da ameaça terrorista.
“Mocímboa da Praia já se transformou no centro de operações do Teatro Operacional Norte. Queremos continuar a desferir golpes cada vez mais fortes contra os terroristas até colocarmos definitivamente fim ao terrorismo”, afirmou.







