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EUA Cortam Financiamento ao VIH na África do Sul e Especialistas Alertam para Impactos em Moçambique e Países Vizinhos

A decisão dos Estados Unidos de reduzir progressivamente o financiamento dos programas de combate ao VIH na África do Sul levanta preocupações em toda a África Austral, incluindo Moçambique, devido à forte interligação dos sistemas de saúde e aos fluxos migratórios regionais.

Os Estados Unidos anunciaram a redução gradual do financiamento do programa PEPFAR destinado ao combate ao VIH/SIDA na África do Sul.

A medida afeta uma parceria que, até 2025, garantia cerca de 400 milhões de dólares anuais para programas de prevenção, testagem e tratamento.

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A África do Sul tem atualmente mais de oito milhões de pessoas a viver com VIH, o maior número registado em qualquer país do mundo.

Por isso, qualquer alteração na capacidade de resposta do país pode gerar efeitos em cadeia na região, especialmente em países com forte ligação laboral e migratória, como Moçambique.

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Moçambique é considerado um dos países mais expostos aos efeitos indiretos desta decisão.

Milhares de trabalhadores moçambicanos vivem ou circulam na África do Sul, criando uma forte interdependência entre os sistemas de saúde dos dois países.

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Especialistas alertam que uma redução de programas de prevenção e apoio comunitário na África do Sul pode dificultar o controlo da epidemia em zonas fronteiriças moçambicanas.

Embora os medicamentos antirretrovirais continuem a ser financiados principalmente pelo governo sul-africano, algumas atividades de prevenção dependem de apoio externo.

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A decisão ocorre num contexto de crescente tensão diplomática entre os Estados Unidos e a África do Sul desde o regresso de Donald Trump à presidência.

Washington acusa Pretória de não responder a preocupações relacionadas com políticas internas e posições internacionais, incluindo a ação no Tribunal Internacional de Justiça contra Israel.

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O governo sul-africano rejeita estas acusações e afirma que as suas políticas procuram corrigir desigualdades históricas herdadas do apartheid.

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Especialistas em saúde pública alertam que a redução do financiamento internacional pode enfraquecer os sistemas de saúde em toda a África Austral.

Países como Moçambique, Eswatini e Zimbabwe continuam dependentes de cooperação regional para programas de prevenção e vigilância epidemiológica.

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Apesar das preocupações, o Ministério da Saúde sul-africano afirma que está a desenvolver estratégias para reduzir a dependência de financiamento externo.

As autoridades garantem que os tratamentos essenciais continuarão disponíveis através de recursos nacionais.

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A redução do financiamento dos EUA representa mais do que uma questão bilateral entre Washington e Pretória.

Num contexto de forte interligação regional, especialistas defendem que qualquer enfraquecimento da resposta ao VIH na África do Sul pode gerar impactos em cadeia em toda a África Austral.