O balanço do duplo sismo no Venezuela continua a agravar-se. As autoridades confirmaram 1.943 mortos, contra 1.719 no relatório anterior, enquanto as operações de resgate prosseguem em condições extremamente difíceis.
Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez, cerca de 6.461 pessoas foram resgatadas desde o início da catástrofe, mas dezenas de milhares continuam desaparecidas.
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As autoridades estimam que cerca de 30.000 pessoas se encontravam na área de La Guaira, a região mais afetada, no momento dos sismos de magnitude 7,2 e 7,5.
Apesar dos esforços de resgate, os sobreviventes enfrentam agora uma situação dramática, marcada pela falta de alimentos, abrigos e serviços essenciais, enquanto a ONU alerta para o risco crescente de epidemias.
Imagens de satélite da NASA indicam que cerca de 58.870 edifícios foram destruídos ou severamente danificados, provocando o colapso de infraestruturas essenciais como eletricidade, água potável e comunicações.
Na região de La Guaira, a escassez de alimentos é generalizada e as tensões entre sobreviventes aumentam à medida que os serviços públicos entram em colapso.
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As agências das Nações Unidas alertam para uma deterioração rápida da situação humanitária. O Programa Alimentar Mundial (PAM) lançou um apelo de emergência de 50 milhões de dólares para apoiar cerca de 500.000 pessoas durante três meses.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estima ainda a necessidade de cerca de 15 milhões de dólares, principalmente para alojamento temporário de 30.000 pessoas.
O sistema de saúde está fortemente afetado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 38 hospitais foram danificados, incluindo vários em estado crítico, limitando drasticamente a capacidade de resposta médica.
As autoridades alertam também para possíveis surtos de doenças como sarampo, difteria e coqueluche, devido à degradação dos sistemas de água e saneamento.
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A comunidade internacional mobilizou-se rapidamente. Segundo a ONU, 27 países enviaram equipas de resgate, totalizando mais de 2.000 socorristas e 160 cães de busca, além de equipamentos especializados.
Os Estados Unidos reforçaram igualmente a sua ajuda humanitária, elevando o apoio para cerca de 300 milhões de dólares, destinados a ONGs e agências internacionais no terreno.
No porto de La Guaira, foram improvisadas morgues devido à saturação das infraestruturas hospitalares. Famílias tentam identificar vítimas num cenário de grande dor e colapso logístico.
Segundo as Nações Unidas, antes mesmo da catástrofe, cerca de 7,9 milhões de pessoas já necessitavam de ajuda humanitária no Venezuela, número que agora aumentou drasticamente.
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Os sobreviventes enfrentam condições extremas em abrigos improvisados, enquanto autoridades e organizações internacionais insistem na necessidade de uma resposta rápida e coordenada para evitar uma crise ainda mais profunda.






