O Ministério do Comércio da China anunciou na segunda-feira (29 de junho) a inclusão de 20 organizações japonesas na sua lista de controlo, impondo uma proibição geral à exportação de bens de dupla utilização com potencial civil e militar.
Em paralelo, Pequim colocou outras 20 entidades na sua lista de monitorização, o que não implica um bloqueio total, mas sujeita essas instituições a um escrutínio reforçado na importação de tecnologias sensíveis provenientes da China.
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As medidas representam a mais recente escalada na disputa relacionada com declarações de Sanae Takaichi sobre Taiwan no ano passado, quando sugeriu que o Japão poderia mobilizar forças militares caso a China tentasse tomar a ilha. Takaichi recusou-se a retirar as suas declarações e reafirmou que a política oficial de Tóquio não sofreu alterações.
As novas restrições alargam medidas introduzidas a 24 de fevereiro, que inicialmente afetaram 40 empresas. Entre os novos alvos estão o Instituto Nacional de Estudos de Defesa do Japão, centros de investigação militar e afiliadas de grandes grupos industriais como a Mitsubishi Electric e a Mitsubishi Heavy Industries. A Mitsui E&S também registou oscilações em bolsa após o anúncio.
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Segundo analistas, os mercados já antecipavam parte das medidas, limitando o impacto imediato.As autoridades chinesas também proibiram entidades estrangeiras de fornecer às empresas japonesas listadas tecnologias de dupla utilização com origem na China, ampliando o alcance das restrições para além das fronteiras chinesas.
Um porta-voz do Ministério do Comércio da China afirmou que o Japão “não demonstrou arrependimento” após as restrições anteriores e acusou Tóquio de acelerar a “remilitarização”. O governo japonês rejeitou estas acusações, mantendo que a sua política de defesa permanece estritamente defensiva.
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O Japão também protestou contra atividades da guarda costeira chinesa em zonas marítimas contestadas e mobilizou caças em resposta a incursões aéreas chinesas e russas na região. Pequim afirmou que as medidas são “plenamente justificadas” e direcionadas apenas a um número limitado de entidades.
Apesar da escalada, o comércio entre as duas maiores economias da Ásia mantém-se robusto, com exportações chinesas para o Japão a crescerem 7% nos primeiros cinco meses do ano.
A disputa evidencia a fragilidade das relações sino-japonesas, especialmente devido à dependência de minerais estratégicos como as terras raras controladas pela China.
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