Na carta enviada ao presidente Donald Trump e publicada na rede social X, Tulsi Gabbard confirmou que a sua demissão terá efeito a 30 de junho, explicando que precisa de se afastar para apoiar o seu marido, Abraham Williams, que sofre de cancro ósseo.
A Casa Branca reagiu rapidamente, elogiando o trabalho da responsável e anunciando que o seu adjunto, Aaron Lukas, assumirá interinamente a liderança do DNI.
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Anuncie aqui!A demissão surge num momento em que a administração Trump tem registado várias saídas de alto nível. Nos últimos meses, deixaram os seus cargos figuras como a ministra da Justiça Pam Bondi, a ministra da Segurança Interna Kristi Noem e a ministra do Trabalho Lori Chavez-DeRemer, alimentando a perceção de instabilidade interna.
Atualmente, o governo norte-americano conta com apenas quatro mulheres entre 21 altos responsáveis federais, um dado que tem gerado debate político em Washington.
Tulsi Gabbard, antiga congressista democrata que mais tarde se aproximou de Donald Trump, liderava uma das estruturas mais sensíveis do governo dos Estados Unidos, responsável pela coordenação de todas as agências de inteligência do país.
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Anuncie aqui!A sua nomeação já tinha sido alvo de forte controvérsia no Senado, tanto por democratas como por alguns republicanos, devido às suas posições políticas anteriores.
Entre os pontos mais polémicos estão as suas posições críticas à intervenção militar dos Estados Unidos no estrangeiro e as suas tomadas de posição sobre a Rússia, a Síria e a guerra na Ucrânia, que geraram debates intensos em Washington.
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Anuncie aqui!Também terá havido divergências internas sobre a caracterização do Irão como uma “ameaça iminente”, antes de operações militares no Médio Oriente, embora a Casa Branca negue qualquer pressão para a sua saída.
Tulsi Gabbard, de 45 anos, ex-militar destacada no Iraque, é uma figura singular na política norte-americana, marcada por uma trajetória que passou do Partido Democrata ao alinhamento com Donald Trump, e por posições frequentemente consideradas fora do consenso político dominante.
A sua saída ocorre num momento de reorganização política dentro da administração Trump, num contexto de instabilidade crescente e de redefinição das equipas responsáveis pela política externa e de segurança nacional.






