Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO voltam a reunir-se para discutir a questão da partilha de encargos no apoio à Ucrânia, num momento em que o financiamento da guerra deverá dominar a agenda da cimeira de líderes marcada para este verão em Ancara. O apoio a Kyiv continua a ser considerado uma prioridade estratégica da Aliança.
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Anuncie aqui!A reunião, realizada na Suécia, inclui também a participação do ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, num jantar preparatório que antecede a cimeira de julho. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que o objetivo é garantir um apoio “substancial, sustentável e previsível” à Ucrânia.

Desde o ano passado, vários aliados têm financiado pacotes de armamento norte-americano através da iniciativa PURL (Prioritised Ukraine Requirements List), com contribuições que já ultrapassam os 500 milhões de dólares, destinados ao reforço das capacidades militares ucranianas.
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Anuncie aqui!Segundo Mark Rutte, países como os Países Baixos, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Canadá têm assumido a maior parte do esforço financeiro. O sistema já forneceu cerca de 70% dos mísseis Patriot e cerca de 90% da munição utilizada em sistemas de defesa aérea.
Alguns diplomatas defendem maior transparência sobre os compromissos financeiros dos países aliados, enquanto outros discutem a possibilidade de reforçar as contribuições da Europa e do Canadá antes da cimeira de Ancara.
O secretário-geral da NATO chegou a sugerir um objetivo de contribuição equivalente a 0,25% do PIB para apoio à Ucrânia, embora tenha admitido que a proposta ainda não deverá avançar formalmente nesta fase.
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Anuncie aqui!Outro ponto em discussão é o formato da participação da Ucrânia na cimeira. Kyiv confirmou presença de uma delegação, mas ainda não está definido se o presidente Volodymyr Zelenskyy estará presente pessoalmente.
Paralelamente, os ministros deverão abordar as recentes decisões dos Estados Unidos sobre a redução de tropas disponíveis para a NATO, tema que será apresentado pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio durante a sua visita à Suécia.
A reunião acontece num momento de redefinição do equilíbrio interno da Aliança, com debates intensos sobre financiamento, capacidade militar e o futuro do envolvimento dos Estados Unidos na defesa europeia.





