Num comunicado divulgado pelo INAM, a instituição explica que as projeções climáticas atuais indicam uma forte possibilidade de desenvolvimento do fenómeno climático associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, conhecido como El Niño.
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Anuncie aqui!O instituto sublinha que este fenómeno poderá coincidir diretamente com o início da época chuvosa em Moçambique, aumentando os riscos de alterações significativas nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país.
Segundo o documento, nas regiões sul e centro de Moçambique, existe um elevado risco de ocorrência de chuvas irregulares, com tendência para níveis abaixo da média normal. As previsões também apontam para temperaturas acima da média climatológica, aumentando o risco de seca, perdas agrícolas e pressão sobre os recursos hídricos.
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Anuncie aqui!Especialistas alertam que estas condições podem afetar particularmente comunidades dependentes da agricultura familiar, setor considerado essencial para a subsistência de milhões de moçambicanos.
Já no norte do país, o cenário previsto é diferente. O INAM indica existir forte probabilidade de chuvas regulares acima da média normal, o que pode aumentar os riscos de cheias, inundações e destruição de infraestruturas em zonas vulneráveis.
As autoridades meteorológicas consideram que o fenómeno poderá provocar impactos significativos em setores como agricultura, energia, transportes, abastecimento de água e gestão de desastres naturais.
O Instituto Nacional de Meteorologia afirmou que continuará a acompanhar a evolução das projeções climáticas e a atualizar regularmente os dados disponíveis, sublinhando que o acompanhamento atempado é fundamental para apoiar decisões estratégicas e o planeamento dos diferentes setores do país.
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Anuncie aqui!“O monitoramento oportuno é crucial para garantir o planeamento setorial estratégico e a tomada de decisões”, refere o comunicado.
Moçambique é considerado um dos países africanos mais vulneráveis às alterações climáticas globais. Todos os anos, durante a época chuvosa que decorre entre outubro e abril, o país enfrenta frequentemente ciclones tropicais, cheias e fenómenos extremos que causam destruição de infraestruturas, deslocamentos populacionais e perdas humanas.
Nos últimos anos, eventos climáticos severos afetaram milhares de famílias em várias províncias moçambicanas, reforçando os alertas sobre a necessidade de investimento em prevenção, adaptação climática e sistemas de resposta rápida.







