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Análise: Trump, Israel e a escalada no Irã

Como declarações contraditórias da administração americana complicam a relação e alimentam teorias sobre Israel

O lançamento da guerra no Irã, realizado em conjunto por Donald Trump e Israel, ocorreu em um momento delicado para o relacionamento bilateral. Pesquisas recentes mostraram que a simpatia americana por Israel atingiu seu ponto mais baixo do século 21, com os cidadãos divididos entre Israel e Palestina.

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Além disso, o movimento conservador americano está cada vez mais fragmentado sobre como lidar com o aumento percebido do antissemitismo entre influenciadores e bases políticas. Essa atmosfera contribuiu para que teorias conspiratórias envolvendo Israel começassem a circular — algumas delas alimentadas por rhetoric da administração Trump.

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O Secretário de Estado Marco Rubio argumentou que Israel atacaria o Irã independentemente, e que a retaliação iraniana atingiria os EUA, caracterizando o Irã como uma ameaça iminente. Essa narrativa, porém, soou como se os Estados Unidos estivessem sendo coagidos por Israel, levando a administração a abandonar rapidamente essa justificativa.

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O diretor do National Counterterrorism Center, Joe Kent, renunciou citando a guerra com o Irã e culpando a “pressão de Israel e seu poderoso lobby” por coagir os EUA. Kent reforçou teorias conspiratórias em entrevistas subsequentes, expondo como funcionários da administração podem impactar a percepção pública sobre Israel.

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Em comunicado em redes sociais, Trump afirmou que os EUA não sabiam sobre ataques israelenses ao campo de gás South Pars, enquanto especialistas e fontes indicaram coordenação entre os dois países. Essa postura sugere que Israel seria o único responsável pela escalada, alimentando teorias como as de Kent e complicando ainda mais a reputação de Israel nos EUA.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que Israel agiu sozinho e que o país não coagiou os EUA, mas as declarações de Trump reforçam a percepção de que Washington estaria reagindo a uma escalada imposta por Israel.

Durante briefings e audiências, oficiais americanos — incluindo Tulsi Gabbard e John Ratcliffe — demonstraram dificuldade em explicar se os objetivos de Israel estavam alinhados com os dos EUA. Ratcliffe confirmou que, segundo a inteligência americana, em caso de conflito Israel-Irã, os EUA seriam imediatamente atacados, mesmo sem envolvimento direto.

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A incoerência na mensagem da administração Trump, somada à tendência de declarações improvisadas, pode ter efeitos duradouros tanto na percepção americana sobre Israel quanto na imagem dos EUA no Oriente Médio. Teorias conspiratórias e críticas internas se proliferam, e a credibilidade diplomática do país corre risco.