O exército israelense anunciou o início de “vastas operações terrestres no norte e sul da Faixa de Gaza”, onde bombardeios recentes mataram pelo menos 50 palestinos, incluindo crianças, segundo serviços de emergência.
A escalada militar ocorre paralelamente às negociações em Doha para um cessar-fogo, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmando estar aberto a um acordo que inclua o “exílio” do Hamas e o “desarmamento” de Gaza, condições até agora rejeitadas pelo grupo palestino.
Negociações sob tensão
Enquanto as tropas avançavam em Gaza, o Hamas anunciou a retomada das negociações “sem condições préalables” no Qatar, demonstrando “grande flexibilidade” segundo fontes próximas ao processo.
O governo israelense, que em maio aprovou um plano para “a conquista” de Gaza, agora afirma buscar todas as opções diplomáticas, incluindo a proposta do enviado americano, mas mantém suas exigências de desmantelamento do Hamas.
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Anuncie aqui!Crise humanitária se aprofunda
Os bombardeios israelenses desde 18 de março agravaram a situação humanitária em Gaza, onde 2,4 milhões de palestinos enfrentam escassez extrema de alimentos e medicamentos.
A Defesa Civil palestina relatou que todos os hospitais do norte de Gaza estão inoperantes, com o hospital indonésio sendo o mais recente a fechar devido aos ataques e bloqueio israelense.
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Teste GratuitoReações internacionais
Líderes globais pedem o fim dos combates, com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez condenando o “massacre” e o ministro das Relações Exteriores da Itália declarando “basta” à violência.
O conflito, desencadeado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro que matou 1.218 israelenses, já causou mais de 53.339 mortes palestinas, segundo dados da ONU, naquele que se tornou um dos conflitos mais letais do século.




