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Violência em hospital no leste da RDC após surto de Ébola provocar pânico e destruição

Um surto de Ébola no leste da República Democrática do Congo (RDC) desencadeou violência num hospital em Ituri, onde uma multidão incendiou parte das instalações após impedir o enterro de uma vítima suspeita.

Segundo testemunhas, a multidão não aceitava as medidas de segurança sanitária impostas pelas autoridades de saúde. O corpo da vítima de Ébola foi considerado altamente contagioso, exigindo procedimentos de enterro seguro recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante os confrontos, uma profissional de saúde ficou ferida após ser atingida por pedras lançadas pelos manifestantes. As forças de segurança intervieram para restaurar a ordem e proteger o pessoal médico. Parte das tendas usadas para isolamento de pacientes terá sido destruída no ataque.

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Autoridades locais afirmam que o jovem falecido era uma figura popular na comunidade e que muitos habitantes não acreditavam na doença. Segundo o coordenador de segurança da resposta ao Ébola em Ituri, parte da população não compreende a gravidade do vírus. Testemunhos indicam que o jovem era jogador de futebol e que a família acreditava inicialmente tratar-se de febre tifóide. Este contexto alimentou rumores e teorias de conspiração sobre a origem da epidemia. As autoridades alertam que a falta de informação continua a dificultar o controlo do surto.

Ebola suits keep wearers safe if all rules are followed, experts say - Los  Angeles Times

De acordo com a OMS, os enterros seguros e supervisionados são essenciais para evitar a propagação do vírus, altamente contagioso após a morte. O surto atual já terá causado mais de 130 mortes no leste da RDC, segundo dados preliminares. No entanto, o Ministério da Saúde do país apresentou números mais elevados, refletindo discrepâncias nos registos. A situação é agravada pela circulação de doentes e pelo risco de fuga de pacientes durante os tumultos. Organizações médicas alertam para a fragilidade do sistema de resposta em zonas afetadas por conflitos.

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A epidemia levou também ao cancelamento de atividades desportivas nacionais, incluindo um estágio da seleção congolesa de futebol. A OMS classificou o surto como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, embora não ao nível de pandemia. Foram confirmados casos também na vizinha Uganda, levando ao encerramento temporário de transportes fronteiriços. As autoridades tentam conter a propagação através de restrições de mobilidade e rastreio de contactos. O vírus identificado pertence à variante rara Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina disponível.

Congo Deaths Spur Uganda Border Alert - DevX

O avanço da doença levanta preocupações adicionais em áreas sob controlo de grupos armados no leste da RDC, dificultando o acesso das equipas de saúde. A presença de zonas de conflito complica a vigilância epidemiológica e a resposta rápida aos casos suspeitos. Especialistas alertam que a combinação entre insegurança e desinformação pode agravar significativamente o surto. As autoridades locais afirmam estar a cooperar com parceiros internacionais para reforçar o controlo da situação. O objetivo imediato é evitar que a epidemia se expanda para novas províncias.

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