O diretor executivo da Apple, Tim Cook, vai abandonar a liderança da empresa no início de setembro, sendo substituído por John Ternus, atual responsável pela área de produtos físicos, do iPhone ao Mac, segundo comunicado divulgado esta segunda-feira.
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Anuncie aqui!A transição, embora já antecipada nos círculos internos da empresa, surpreendeu pela rapidez. Tim Cook, de 65 anos, deverá assumir a função de presidente executivo do conselho de administração, encerrando um ciclo de mais de uma década à frente da gigante de Cupertino.
Segundo analistas citados pela imprensa internacional, John Ternus, de 50 anos, era considerado o sucessor natural, mas a decisão foi interpretada como uma aceleração inesperada do processo de sucessão. A mudança ocorre num momento em que a Apple procura reforçar a sua posição num mercado tecnológico cada vez mais competitivo.
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Anuncie aqui!Tim Cook entrou na Apple em 1998 e assumiu a liderança em 2011, após a saída de Steve Jobs, figura central na história da empresa. Sob a sua direção, a Apple atravessou uma fase de expansão sem precedentes, transformando-se numa das maiores empresas do mundo.
Entre 2011 e 2025, o grupo de Cupertino registou um crescimento expressivo, com a sua valorização bolsista a ultrapassar os 4 biliões de dólares, consolidando-se como uma das empresas mais valiosas do planeta. A fortuna pessoal de Tim Cook acompanhou essa trajetória, atingindo níveis multimilionários.
Apesar dos resultados financeiros, o período Cook foi também marcado por críticas. Entre elas, a ausência de produtos revolucionários comparáveis ao iPod ou ao iPhone, símbolos da era Jobs. O Apple Watch, lançado em 2015, e o Vision Pro, em 2024, não atingiram o mesmo impacto comercial.
Ainda assim, a sua gestão destacou-se pela expansão dos serviços digitais, incluindo a App Store, o Apple Music, o Apple TV e o iCloud, que passaram a representar uma das principais fontes de crescimento da empresa. Esta mudança marcou uma transformação estrutural no modelo de negócio da Apple.
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Anuncie aqui!Tim Cook também foi reconhecido pela sua capacidade de gestão operacional e diplomática, especialmente durante a pandemia de covid-19 e nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, dois mercados essenciais para a empresa.
Contudo, o grupo enfrentou dificuldades na adaptação ao novo ciclo da inteligência artificial generativa. A chegada do ChatGPT, em 2022, marcou uma mudança no setor, e a Apple tem sido pressionada a acelerar a integração destas tecnologias no seu ecossistema, nomeadamente no assistente Siri.
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Anuncie aqui!O anúncio da sucessão ocorre antes da conferência mundial de programadores da Apple, prevista para junho, onde a empresa deverá revelar novos avanços na área da inteligência artificial. A escolha de um sucessor interno reforça a continuidade da cultura corporativa da empresa.
No mercado, a reação inicial foi moderada, com pequenas variações no valor das ações após o anúncio. Analistas consideram que Tim Cook deixa a empresa num momento de estabilidade estratégica, mas sublinham que o novo líder enfrentará fortes expectativas, sobretudo no domínio da inteligência artificial.
John Ternus entra agora numa fase decisiva, com a responsabilidade de conduzir a Apple numa nova era tecnológica, num contexto de forte concorrência global e transformação acelerada do setor digital.


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