Um grupo de jogadores de alto nível, incluindo vários membros do top 10 mundial da ATP e da WTA, manifestou uma “profunda desilusão” em relação à distribuição das receitas dos Internacionais de França, em Roland-Garros. Entre eles estão os números 1 mundiais Jannik Sinner e Aryna Sabalenka, que consideram insuficiente a fatia atribuída aos atletas. Segundo o grupo, a evolução financeira do torneio não se reflete na remuneração dos jogadores. As reivindicações também incluem questões de saúde e reforma. A governação do ténis está no centro da disputa.
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Anuncie aqui!Os organizadores anunciaram um aumento de cerca de 10% na bolsa total, elevando o prize money para aproximadamente 61,7 milhões de euros. No entanto, os jogadores afirmam que este aumento não acompanha o crescimento das receitas globais do torneio. Segundo eles, a percentagem atribuída aos atletas está a diminuir. As estimativas apontam para menos de 15% das receitas totais. O debate centra-se na partilha financeira.
Os atletas defendem que Roland-Garros gera cerca de 400 milhões de euros em receitas, mas que a distribuição não acompanha essa valorização. O grupo exige uma aproximação aos padrões de outros torneios, com uma percentagem próxima dos 22% das receitas totais. Esta reivindicação visa maior equilíbrio entre organizadores e jogadores. A questão financeira é o principal ponto de conflito. A desigualdade é cada vez mais contestada.
Para além da vertente económica, os jogadores criticam a falta de representação nas decisões dos torneios do Grand Slam. Alegam não ser suficientemente consultados em matérias que afetam diretamente as suas carreiras. As exigências incluem também melhorias na saúde, nas pensões e no bem-estar dos atletas. Segundo o grupo, não houve progressos concretos. A governação do circuito é considerada pouco transparente.
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Anuncie aqui!Outros torneios já aumentaram significativamente os prémios monetários. O Open da Austrália registou uma subida de 16%, enquanto o US Open aumentou os prémios em 20% no ano anterior. Estas diferenças aumentam a pressão sobre Roland-Garros. Os jogadores defendem maior harmonização entre os Grand Slams. A comparação entre torneios alimenta o debate.
O comunicado dos jogadores afirma também que não receberam resposta às suas propostas. O grupo diz ter apresentado sugestões detalhadas sem retorno dos organizadores. A falta de diálogo é um dos principais pontos de crítica. Os jogadores pedem uma estrutura de comunicação mais aberta. O impasse mantém-se.
Segundo informações divulgadas, Novak Djokovic não terá assinado a nova declaração, apesar de ter participado na carta inicial enviada no ano anterior. Ainda assim, os jogadores afirmam manter-se unidos nos princípios fundamentais. O objetivo passa por uma reforma estrutural do ténis profissional. A unidade interna é parcial, mas relevante. A pressão continua a crescer.
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Anuncie aqui!Os Internacionais de França terão início a 24 de maio, num ambiente marcado por este conflito entre jogadores e organizadores. A controvérsia sobre prémios e governação poderá influenciar o clima do torneio. O debate deverá prolongar-se durante as próximas semanas. O futuro do circuito permanece em discussão. A resolução ainda é incerta.





