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Moçambique/Política: Governador de Cabo Delgado reconhece fase turbulenta mas garante que dias melhores estão por vir

Valige Tauabo apela ao investimento na província apesar do recrudescimento dos ataques, reforçando a confiança na estabilização da região

O governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, reconheceu que a província atravessa uma fase “turbulenta” devido ao recrudescimento dos ataques terroristas, mas garantiu que « melhores dias » estão próximos e que o momento é de apostar no investimento.

Cabo Delgado vai ser uma das províncias mais seguras a nível do país. Vai ser uma das experiências de como se conquista um território e se consolida a estabilidade. Estamos numa fase turbulenta, mas não nos abana e não nos faz abandonar a província”, declarou o governador em entrevista à Lusa, na cidade de Pemba.

Cabo Delgado, uma das províncias mais ricas de Moçambique, com vastas reservas de gás natural, minérios e pedras preciosas, voltou a ser palco de ações de grupos terroristas, sobretudo desde o final de junho, após dois anos de relativa tranquilidade que permitiram o regresso de milhares de famílias às suas aldeias.

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Apesar dos novos ataques, Tauabo manifesta confiança, sublinhando a resiliência da população e o esforço das Forças de Defesa e Segurança (FDS):

“Estamos com muita confiança e com muita fé de que melhores dias para Cabo Delgado não estão muito longe.”

O governador considera que o atual momento é propício ao investimento, incentivando os empresários a agirem rapidamente:

“Este momento é para quem investe. As portas estão abertas. Quando chegar amanhã, fica tarde.”

Tauabo reconheceu, no entanto, a instabilidade causada pelos ataques nas últimas semanas, mencionando baixas entre a população e entre os guerrilheiros tradicionais ‘naparamas’:

“Lamentamos profundamente e solidarizamo-nos com as famílias enlutadas.”

Segundo o governador, os sinais de intensificação da presença dos grupos armados surgiram no início do ano, embora as FDS tenham atuado com firmeza:

“As FDS conseguiram recuperar bases onde os grupos planificavam os ataques. Estes agora procuram zonas de refúgio e usam a população como escudo.”

Tauabo destacou ainda que o objetivo das autoridades é capturar fisicamente os insurgentes para os levar à justiça.

Um dos ataques mais recentes foi reivindicado por elementos associados ao grupo extremista Estado Islâmico, que divulgaram imagens de uma incursão à aldeia e ao posto policial de Chiúre Velho, onde usaram armas automáticas, incendiaram uma viatura, libertaram prisioneiros muçulmanos e decapitaram pelo menos uma pessoa.

Outros incidentes foram registados em Ancuabe e Ocua, com relatos de mortos, raptos e deslocações em massa. Apenas entre 20 e 25 de julho, cerca de 34 mil pessoas abandonaram as suas casas nos distritos de Chiúre, Ancuabe e Muidumbe.

Em Chiúre sede, cerca de 3.500 famílias encontram-se alojadas em casas de parentes ou em dois centros temporários instalados em escolas, atualmente sem aulas. Na escola dos Coqueiros, mais de 1.900 famílias começaram a receber ajuda humanitária das Nações Unidas, enquanto mulheres cozinham em improviso e crianças brincam no pátio escolar.

Desde 2017, Cabo Delgado enfrenta uma rebelião armada que já causou milhares de mortos e mais de um milhão de deslocados. Em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques extremistas, um aumento de 36% face ao ano anterior, segundo o Centro de Estudos Estratégicos de África (ACSS).

O estudo indica que o aumento da violência reflete a estratégia do grupo Ahlu-Sunnah wal Jama’a (ASWJ), afiliado ao Estado Islâmico, que procura expandir o conflito para o interior e zonas rurais da província.

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