O sistema de saúde de Moçambique enfrenta uma crise iminente, com uma grave escassez de medicamentos prevista após a vandalização do armazém central de medicamentos em Maputo, durante as manifestações pós-eleitorais. O ataque resultou na destruição de medicamentos essenciais, uniformes e cerca de 20 viaturas do setor, incluindo ambulâncias, deixando os veículos em ruínas. Os danos materiais são estimados em cerca de 500 milhões de meticais.
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Anuncie aqui!O Ministro da Saúde, Ussene Isse, garantiu que, apesar dos danos significativos, os serviços continuarão a ser prestados, mas alertou para a possível diminuição da qualidade. Após visitar o local afetado, Isse informou que o processo de reposição dos medicamentos será demorado, já que o abastecimento internacional é complexo, prevendo-se uma normalização dos estoques apenas após 18 meses.
Com a possibilidade de uma escassez de medicamentos nas farmácias, o Ministro pediu paciência à população. “Faremos o nosso melhor com o que temos, mas a resposta será limitada devido à perda das condições anteriores”, afirmou Isse.
Exemplo de Outro País: Venezuela
Situação semelhante ocorreu na Venezuela, onde a crise econômica e social levou à escassez de medicamentos em hospitais e farmácias. Em 2016, durante um período de forte instabilidade política e económica, muitas instalações de armazenamento de medicamentos foram saqueadas ou vandalizadas, exacerbando a escassez de remédios essenciais no país. A falta de medicamentos e materiais médicos tornou-se uma das principais dificuldades enfrentadas pelos cidadãos venezuelanos, afetando diretamente a qualidade do atendimento nos serviços de saúde pública.



