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Internacional/EUA: Ex-agente explica porque é que proteger Trump é um desafio tão grande

Uma segunda aparente tentativa de assassinato contra Donald Trump trouxe à tona várias questões relacionadas com a agência responsável por proteger uma das figuras mais mediáticas do mundo.

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O perfil público de Trump apresenta um desafio único em termos de segurança e financiamento para o Serviço Secreto, de acordo com um ex-agente. Paul Eckloff, que trabalhou 20 anos no Serviço Secreto e protegeu Trump durante a sua presidência, afirmou que a intensidade da protecção “aumentou”. Ele destacou o tempo que Trump passa em público, o entusiasmo dos seus apoiantes, o número e a dimensão dos comícios, e a ausência de apoio militar, factores que tornam o trabalho da agência mais difícil.

O Serviço Secreto, que protege presidentes e outros altos funcionários dos EUA, esteve no centro de dois incidentes recentes que ameaçaram a vida de Trump. A agência levantou preocupações sobre os recursos necessários para financiar a equipa de protecção do ex-presidente. No início desta semana, um agente avistou um homem armado escondido nos arbustos perto do campo de golfe de Trump em West Palm Beach, Flórida. O agente disparou contra o suspeito, que fugiu, mas foi preso pouco depois.

Este incidente surge após uma tentativa de assassinato em Julho, durante um comício em Butler, Pensilvânia, onde um homem armado disparou e atingiu a orelha de Trump. Este episódio colocou o Serviço Secreto sob intenso escrutínio. Desde então, a liderança da agência foi chamada ao Congresso, o director demitiu-se devido à pressão, e uma força-tarefa foi criada para examinar as ameaças à vida de Trump durante o verão.

O incidente mais recente reacendeu pedidos de financiamento adicional para o Serviço Secreto, com o objectivo de garantir uma protecção adequada aos candidatos presidenciais num clima político cada vez mais tenso. O Presidente Joe Biden comentou na segunda-feira que o Serviço Secreto “precisa de mais ajuda” e apelou ao Congresso para agir. A agência intensificou os seus esforços desde Julho, mas o calendário político pode dificultar a aprovação rápida de novos fundos.

Com menos de 50 dias até às eleições de 5 de Novembro, e o Congresso dividido sem acordo sobre o orçamento, os EUA correm o risco de enfrentar uma paralisação governamental a 1 de Outubro. Obter mais fundos para o Serviço Secreto pode ser difícil, considerando o impasse político. Mike Johnson, Presidente da Câmara dos Representantes e líder republicano, rejeitou a ideia de que a agência precise de mais dinheiro, afirmando que Trump é o mais “atacado e ameaçado” e, por isso, recebe a maior cobertura.

No entanto, o director interino do Serviço Secreto, Ronald Rowe, escreveu recentemente ao Congresso a solicitar mais recursos, sublinhando que as crescentes missões da agência exigem mais financiamento. Relatórios anteriores indicam que o Serviço Secreto sempre teve preocupações com a protecção de Trump nos seus campos de golfe, locais que poderiam ser alvos de potenciais atacantes. Em 2022, o então director do Serviço Secreto, James Murray, avisou os legisladores de que a agência estava a ter dificuldades em acompanhar o ritmo dos comícios de Trump.

O passatempo de Trump pelo golfe também representa um desafio adicional para o Serviço Secreto. Eckloff explicou que o golfe é problemático porque envolve ficar ao ar livre por várias horas. Ric Bradshaw, xerife de Palm Beach, comentou que, se Trump fosse presidente em funções, todo o campo de golfe estaria cercado.

Outros presidentes, como Barack Obama, também jogaram golfe durante o mandato, mas geralmente em bases militares, onde a segurança era mais fácil de controlar. Esta semana, legisladores pediram que os candidatos presidenciais de ambos os partidos recebam o mesmo nível de protecção que o presidente em exercício. O chefe interino do Serviço Secreto afirmou que a protecção de Trump está agora no seu “nível mais elevado”. No entanto, Eckloff reconheceu que, embora estejam próximos da segurança de nível presidencial, “há sempre algo mais que se pode fazer”.

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