Segundo um responsável norte-americano, os quatro drones abatidos representavam uma “ameaça” na zona do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo.
As forças norte-americanas confirmaram igualmente ataques contra uma estação de controlo terrestre em Bandar Abbas, alegadamente preparada para lançar um quinto drone.
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Anuncie aqui!Washington afirmou que as operações foram “medidas” e exclusivamente defensivas, com o objetivo de preservar o atual cessar-fogo na região.
Pouco antes, meios de comunicação iranianos relataram fortes explosões nos arredores de Bandar Abbas, importante cidade portuária localizada junto ao estreito.
Na noite de segunda para terça-feira, os Estados Unidos já tinham anunciado ataques contra posições de mísseis no sul do Irão, operação denunciada por Teerão como uma violação do cessar-fogo.
Apesar da redução significativa dos confrontos desde 8 de abril, após semanas de ataques israelo-americanos, o clima permanece extremamente tenso na região.
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Anuncie aqui!O Irão continua a controlar o acesso ao Estreito de Ormuz, corredor por onde transita cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, provocando volatilidade nos mercados energéticos internacionais.
O preço do petróleo norte-americano WTI registou uma ligeira subida esta quinta-feira, embora permaneça abaixo da barreira simbólica dos cem dólares por barril.
O presidente norte-americano Donald Trump voltou a endurecer o discurso, afirmando que Washington poderá retomar as hostilidades caso as negociações falhem.
Segundo Trump, o Irão “quer realmente chegar a um acordo”, mas alertou que os Estados Unidos poderão “terminar o trabalho” caso não fiquem satisfeitos com os avanços diplomáticos.
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Anuncie aqui!Entretanto, o acesso à internet no Irão começou a ser parcialmente restabelecido após quase três meses de fortes restrições, embora muitas plataformas e serviços permaneçam limitados.
Vários habitantes de Teerão descreveram um ambiente de medo constante e incerteza perante a possibilidade de novos ataques noturnos.
Os Guardas da Revolução minimizaram a probabilidade de uma nova guerra, alegando que o inimigo demonstra sinais de fraqueza, mas garantiram que as forças armadas iranianas permanecem em estado de alerta máximo.
Ao mesmo tempo, Teerão afirmou estar a negociar um acordo-quadro com os Estados Unidos para reduzir as tensões em várias frentes regionais, incluindo o Líbano.
A Casa Branca rejeitou rapidamente essas alegações, classificando o suposto acordo como uma “invenção total”.
Segundo a imprensa iraniana, as negociações incluem possíveis levantamentos de bloqueios marítimos e o desbloqueio de cerca de 24 mil milhões de dólares em ativos iranianos congelados no estrangeiro.
No Líbano, o exército israelita ordenou novas evacuações na cidade de Tiro, no sul do país, antes de possíveis operações contra posições associadas ao movimento xiita Hezbollah.
Israel declarou ainda que toda a região a sul do rio Zahrani deve ser considerada uma “zona de combate”, apesar do cessar-fogo teoricamente em vigor desde abril.
As autoridades libanesas indicam que mais de 3.200 pessoas morreram desde o início dos confrontos em março, enquanto a situação humanitária continua a deteriorar-se.






