“Já conseguimos, através dos nossos órgãos de justiça e da PRM [Polícia da República de Moçambique], deter sete professores dos distritos de Angoche, Lalaua e Nampula por conta desta problemática da droga nas nossas escolas”, afirmou William Tunzine em conferência de imprensa na província de Nampula.
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Os suspeitos pertencem a diferentes níveis de ensino, incluindo o primário, secundário e básico, segundo o responsável, que indicou que existem já provas suficientes em alguns dos casos para justificar as detenções.
William Tunzine referiu ainda que foram abertos processos criminais e disciplinares contra os professores envolvidos.
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“Nós, como Educação, já estamos a tramitar processos disciplinares que culminarão com a expulsão destes colegas”, declarou, sublinhando que a medida visa garantir que as escolas permaneçam espaços seguros de aprendizagem.
O diretor provincial afirmou que o setor não vai tolerar práticas que coloquem em risco o futuro dos alunos e garantiu que estão a ser reforçadas ações de controlo nas escolas.
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“Não queremos que droguem as nossas crianças. Não queremos que estraguem as nossas crianças”, disse, acrescentando que o objetivo é garantir um “futuro risonho” para os estudantes.
O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do governo no reforço do combate ao tráfico de drogas, alertando para o impacto crescente do consumo entre jovens.
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Segundo o chefe de Estado, o fenómeno tem consequências diretas no rendimento escolar, na saúde mental e no aumento de comportamentos violentos.
De acordo com o relatório anual do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga (GCPCD), Moçambique apreendeu em 2025 mais de quatro toneladas de drogas, incluindo heroína, cocaína e canábis.
O país continua a ser identificado por organizações internacionais como um corredor estratégico do tráfico de estupefacientes entre a Ásia, África e destinos na Europa e nos Estados Unidos.







