Em declarações aos jornalistas, esta manhã, em Chimoio, o porta-voz da Polícia da República de Moçambique na província de Manica, Mouzinho Manasse, confirmou que o crime aconteceu na noite de sábado (09.05), quando Anselmo Vicente, juntamente com outro membro do ANAMOLA, regressava de uma reunião partidária naquela cidade.
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Anuncie aqui!O coordenador do movimento fundado por Venâncio Mondlane foi baleado em plena Estrada Nacional Número 6 por indivíduos que seguiam no interior de uma viatura e que se colocaram rapidamente em fuga, segundo informações avançadas pela polícia, que abriu uma investigação ao caso.
Anselmo Vicente, de 38 anos, tinha sido empossado no cargo há menos de um mês por Venâncio Mondlane. Ainda foi transportado com vida ao hospital local, mas acabou por não resistir aos ferimentos.

“Não vão parar o que acreditamos”
Após o assassinato, Venâncio Mondlane reagiu através da sua conta oficial no Facebook, denunciando o clima de violência política e prometendo continuar a luta política do movimento.
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Anuncie aqui!“Derramaram sangue, mas despertaram ainda mais coragem. Cada flor deixada naquele chão é um juramento de resistência. O que aconteceu em Chimoio não vai nos silenciar. A violência não vai nos fazer abandonar a luta. Podem matar pessoas, mas não vão parar o que acreditamos”, escreveu.
Segundo a organização não-governamental Decide, que acompanha os processos eleitorais em Moçambique, desde julho já foram registados 23 ataques contra membros da oposição, envolvendo apoiantes do ANAMOLA e do PODEMOS, partido que apoiou a candidatura presidencial de Venâncio Mondlane em 2024.
Em 18 de abril, também em Chimoio, durante a cerimónia de tomada de posse dos coordenadores locais do ANAMOLA, Venâncio Mondlane denunciou o assassinato de 55 apoiantes do seu projeto político e o registo de 436 casos de violência grave.
“Neste momento totalizam 55 irmãos nossos deste projeto que perderam a vida, não de morte natural, assassinados. Temos 55 mártires desta nossa luta, entre os quais o primeiro mártir Elvino Dias”, afirmou na ocasião.
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Anuncie aqui!O caso volta a colocar em evidência o ambiente de tensão política vivido em Moçambique, sobretudo em torno dos movimentos ligados a Venâncio Mondlane e às denúncias de perseguição e violência contra membros da oposição.




