O Governo regional da Andaluzia anunciou que uma mulher britânica, de 93 anos, morreu no Hospital Universitário Torrecárdenas, em Almería, depois de ter sofrido ferimentos graves no incêndio florestal de Los Gallardos.
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Apesar da atualização do balanço, as autoridades mantêm prudência quanto ao número definitivo de vítimas, uma vez que continuam os trabalhos de identificação dos corpos encontrados nas zonas atingidas pelas chamas.
Segundo o Centro Espanhol de Integração de Dados, o processo tem sido particularmente complexo devido ao facto de várias vítimas serem estrangeiras, obrigando à recolha de amostras de ADN junto das respetivas famílias em diferentes países.
Entre as pessoas oficialmente desaparecidas encontra-se uma cidadã francesa, confirmou o Ministério francês dos Negócios Estrangeiros. Segundo o testemunho do marido, a mulher terá ficado cercada pelas chamas quando tentava fugir de automóvel.
Entretanto, um novo incêndio de grandes dimensões deflagrou na sexta-feira junto à Costa Brava, no nordeste de Espanha, nas proximidades de La Bisbal d’Empordà, perto de Girona, ameaçando uma das zonas turísticas mais movimentadas do país durante o verão.
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Os ventos fortes favoreceram a rápida propagação do fogo, formando uma espessa coluna de fumo que levou as autoridades catalãs a ordenar o confinamento de mais de uma dezena de municípios, incluindo a estância balnear de Platja d’Aro.
Mais de 200 bombeiros, apoiados por 11 meios aéreos, continuam mobilizados para combater o incêndio. As equipas enfrentam condições particularmente difíceis devido às mudanças constantes na direção do vento.
O comandante dos bombeiros catalães, David Borrell, alertou que o comportamento do incêndio permanece imprevisível, tornando mais difícil controlar a progressão das chamas.
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Perante o agravamento da situação, o presidente do Governo regional da Catalunha, Salvador Illa, solicitou a intervenção da Unidade Militar de Emergência para apoiar o combate a este incêndio e a outro foco ativo registado mais a norte.
Considerada um dos países europeus mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas, Espanha registou no último verão a pior época de incêndios da sua história recente, segundo recordou anteriormente o primeiro-ministro Pedro Sánchez.
De acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), mais de 393 mil hectares foram consumidos pelas chamas em Espanha ao longo de 2025, um valor que evidencia a crescente intensidade dos incêndios no país.
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