Segundo informações divulgadas pelo jornal argentino La Nación, procuradores federais norte-americanos e agentes do FBI começaram a recolher depoimentos relacionados com determinadas operações financeiras realizadas pela AFA nos Estados Unidos.
A investigação pretende esclarecer como funcionou o sistema financeiro utilizado pela entidade presidida por Claudio Tapia e determinar se algumas operações podem configurar crimes previstos pela legislação norte-americana.
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Entre as possibilidades analisadas pelas autoridades estão suspeitas relacionadas com lavagem de dinheiro, fraude financeira ou movimentações consideradas irregulares através de instituições bancárias dos Estados Unidos.
De acordo com as informações divulgadas, os valores envolvidos poderão atingir uma dimensão significativa. A investigação poderá abranger operações avaliadas em pelo menos 260 milhões de dólares, cerca de 228 milhões de euros.
A participação do FBI está relacionada principalmente ao facto de algumas transações financeiras da AFA terem ligação com o território norte-americano. A legislação dos Estados Unidos permite investigações quando operações passam pelo seu sistema bancário ou envolvem entidades financeiras sediadas no país.
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Os investigadores procuram compreender a origem, o destino e a estrutura dessas movimentações financeiras, incluindo receitas provenientes de acordos comerciais, direitos de transmissão, patrocínios e outras atividades ligadas ao futebol internacional.
O contexto do Mundial 2026, realizado nos Estados Unidos, Canadá e México, aumenta ainda mais a atenção sobre as instituições desportivas que operam no continente americano.
A investigação surge numa altura em que o futebol argentino já atravessa um período marcado por várias polémicas.
Nas últimas semanas, a arbitragem do jogo dos oitavos de final entre Argentina e Egito gerou fortes críticas, depois de responsáveis egípcios terem questionado a validade do resultado e mencionado suspeitas de favorecimento.
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A nomeação de uma equipa de arbitragem argentina para o duelo entre França e Marrocos também provocou debate internacional, embora a investigação do FBI não esteja relacionada com decisões dentro do campo ou com arbitragem.
O foco das autoridades norte-americanas está exclusivamente na área financeira e administrativa da federação.
Até ao momento, não foram apresentadas acusações formais contra Claudio Tapia ou contra a AFA. As autoridades encontram-se numa fase inicial de recolha de informações para determinar se existiram violações das normas financeiras norte-americanas.
Uma eventual confirmação de irregularidades poderá representar um forte impacto para a imagem da federação argentina, uma das organizações mais influentes do futebol mundial.
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Nos últimos anos, a AFA aumentou significativamente as suas receitas através de contratos internacionais, direitos comerciais e acordos ligados à expansão global da marca da seleção argentina.
Apesar da investigação, a atenção dos adeptos continua dividida entre o desempenho desportivo da seleção e as questões relacionadas com a gestão do futebol argentino.
Para especialistas, o caso poderá tornar-se um dos maiores desafios institucionais enfrentados pela AFA nos últimos anos, caso as autoridades norte-americanas encontrem provas de irregularidades financeiras.
A investigação do FBI poderá também abrir um novo debate sobre a transparência e a governação das grandes federações desportivas internacionais, num momento em que o futebol movimenta valores financeiros cada vez maiores.







