A seleção espanhola chega a esta fase depois de uma vitória dramática frente a Portugal, decidida apenas no prolongamento. O golo de Mikel Merino, após assistência de Ferran Torres, garantiu a passagem aos quartos de final numa partida marcada pelo equilíbrio e pela resistência defensiva das duas equipas.
Com este resultado, a equipa orientada por Luis de la Fuente manteve uma trajetória histórica na competição. A Espanha tornou-se a primeira seleção a não sofrer qualquer golo durante seis jogos consecutivos em Mundiais, contando também o encontro dos oitavos de final do Mundial 2022 frente a Marrocos.
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A campanha espanhola começou com um empate inesperado frente a Cabo Verde (0-0), mas rapidamente ganhou consistência. A Roja venceu a Arábia Saudita por 4-0, superou o Uruguai por 1-0, goleou a Áustria por 3-0 e confirmou a qualificação diante de Portugal.
No meio-campo, a dupla formada por Rodri e Pedri continua a ser fundamental para controlar o ritmo dos jogos, enquanto Marc Cucurella oferece profundidade no corredor esquerdo. No ataque, Lamine Yamal permanece como uma das principais fontes de criatividade e desequilíbrio.
Apesar dos bons resultados, Luis de la Fuente reconhece que a equipa ainda pode melhorar alguns aspetos, sobretudo na pressão defensiva e na capacidade de controlar determinados momentos do jogo.
Do outro lado estará uma Bélgica que cresceu progressivamente ao longo do Mundial 2026. Sob comando de Rudi Garcia, os Diabos Vermelhos garantiram a liderança do Grupo G e chegaram aos quartos de final pela quarta vez na história da competição.
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A fase de grupos foi marcada por alguma irregularidade, com empates frente ao Egito (1-1) e ao Irão (0-0), antes de uma goleada sobre a Nova Zelândia (5-1). A equipa belga mostrou, contudo, capacidade de reação nos momentos decisivos.
Nos oitavos de final, a Bélgica protagonizou uma das reviravoltas mais emocionantes do torneio. Depois de estar a perder por 0-2 frente ao Senegal, conseguiu recuperar e vencer por 3-2 após prolongamento, graças a uma grande exibição coletiva e ao impacto de Youri Tielemans.
Na fase seguinte, os belgas eliminaram os Estados Unidos por 4-1, com destaque para Charles De Ketelaere, autor de dois golos, além de Alexis Saelemaekers e Romelu Lukaku.
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A equipa conta ainda com nomes decisivos como Kevin De Bruyne, considerado o cérebro do conjunto belga, Thibaut Courtois, que atravessa uma excelente fase no Real Madrid, e Jeremy Doku, que regressou para acrescentar velocidade e criatividade ao ataque.
O duelo entre Espanha e Bélgica também coloca frente a frente duas gerações diferentes de futebolistas. Enquanto a Roja aposta numa combinação entre jovens talentos como Lamine Yamal e jogadores experientes como Rodri, a Bélgica mantém uma base formada por atletas que lideram a seleção há vários anos.
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Historicamente, os confrontos em Mundiais entre as duas seleções têm sido equilibrados. Em 1986, no México, a Bélgica eliminou a Espanha nos quartos de final após uma decisão nos penáltis. Quatro anos depois, em Itália, a Roja venceu por 2-1 na fase de grupos.
A partida será arbitrada pelo inglês Michael Oliver, que apresenta um histórico positivo com a Espanha, seleção que nunca perdeu nos sete jogos oficiais dirigidos por este árbitro.
A Espanha chega ao encontro invicta e com uma das melhores defesas da competição. A Bélgica, por outro lado, apresenta uma equipa experiente, com capacidade ofensiva suficiente para colocar problemas a qualquer adversário.
O vencedor deste confronto encontrará a França nas meias-finais, numa fase decisiva onde apenas quatro seleções permanecem na luta pelo título mundial. Com estrelas de ambos os lados e uma vaga na final a aproximar-se, o duelo entre a Roja e os Diabos Vermelhos promete ser um dos grandes jogos do Mundial 2026.





