Os Estados Unidos derrotaram a Bósnia-Herzegovina por 2-0 e confirmaram a qualificação para os quartos de final, mas deixaram sinais contraditórios ao longo da partida. A seleção anfitriã demorou a impor o seu jogo e encontrou dificuldades para controlar um adversário que entrou sem qualquer pressão e conseguiu criar perigo nos minutos iniciais.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Depois de um primeiro golo anulado, Folarin Balogun acabou por abrir o marcador ainda antes do intervalo, aproveitando uma sequência feliz dentro da área. O avançado parecia encaminhar uma noite tranquila para a Team USA, mas acabaria por transformar-se na principal figura do encontro por razões bem diferentes.

Aos 62 minutos, Balogun foi expulso por uma entrada dura sobre Tarik Muharemović, obrigando os norte-americanos a disputar a fase final do encontro com apenas dez jogadores. A expulsão deu esperança aos bósnios, que aumentaram a pressão, mas sem conseguir criar oportunidades suficientes para alterar o rumo da partida.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Foi já nos minutos finais que Malik Tillman dissipou todas as dúvidas ao marcar um excelente livre direto, garantindo uma vitória que coloca os Estados Unidos nos quartos de final, embora a exibição tenha deixado dúvidas sobre a capacidade da equipa para enfrentar adversários de maior qualidade.
Se a qualificação norte-americana foi controlada, a da Bélgica entrou diretamente para a lista dos jogos mais imprevisíveis deste Mundial. O Senegal dominou grande parte da partida, chegou a vencer por 2-0 e esteve a poucos minutos de eliminar uma das seleções favoritas da competição.
Os Leões da Teranga apresentaram intensidade, organização e enorme eficácia ofensiva. Habib Diarra abriu o marcador antes do intervalo e Ismaïla Sarr ampliou a vantagem logo no início da segunda parte, colocando os belgas à beira de uma eliminação inesperada.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Quando tudo parecia decidido, a experiência belga falou mais alto. Romelu Lukaku reduziu a desvantagem já perto do final e, poucos minutos depois, Youri Tielemans empatou de cabeça, levando a decisão para prolongamento numa reviravolta difícil de explicar perante a superioridade demonstrada pelo Senegal.
Já no prolongamento, uma intervenção do VAR assinalou uma grande penalidade favorável à Bélgica. Tielemans converteu o penálti e consumou um 3-2 que muitos classificam como um verdadeiro golpe de mestre, deixando o Senegal fora da competição apesar de uma das melhores exibições da fase a eliminar.
A Inglaterra também precisou de recuperar para evitar uma eliminação surpreendente frente à República Democrática do Congo. Os africanos surpreenderam logo aos sete minutos, quando Brian Cipenga colocou os Leopards em vantagem depois de uma excelente jogada coletiva.
Durante grande parte do encontro, os ingleses revelaram dificuldades para criar oportunidades claras, enquanto a RD Congo continuava a explorar os espaços e ameaçava ampliar a vantagem perante uma defesa pouco convincente.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
A entrada de jogadores vindos do banco alterou finalmente o ritmo da seleção inglesa. Harry Kane empatou aos 75 minutos com um cabeceamento certeiro e, onze minutos depois, voltou a aparecer para marcar um grande golo que garantiu a reviravolta e a qualificação dos Three Lions.
A vitória por 2-1 permitiu à Inglaterra manter vivo o sonho do título, mas também evidenciou que a equipa de Thomas Tuchel terá de subir claramente de rendimento caso pretenda lutar pela conquista do Mundial.
Com os triunfos de Estados Unidos, Bélgica e Inglaterra, os quartos de final continuam a ganhar forma. Esta quinta-feira, as atenções centram-se agora no duelo entre Espanha e Áustria, o último encontro dos oitavos de final e um jogo que poderá redefinir o equilíbrio da competição.
A seleção espanhola entra como favorita, mas os resultados recentes deste Mundial demonstram que nenhum estatuto garante a qualificação. Depois de várias surpresas e reviravoltas, qualquer erro pode significar o fim da caminhada rumo ao título.




