A decisão surge num momento crucial, com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o presidente norte-americano Donald Trump a participarem esta terça-feira numa importante sessão do G7 dedicada à guerra na Ucrânia.
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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, condenou os recentes ataques russos, classificando-os como “bombardeamentos bárbaros”, e garantiu que Londres continuará a apoiar Kiev pelo tempo que for necessário.
Segundo o governo britânico, o objetivo passa por aumentar a pressão económica sobre Moscovo e, simultaneamente, reforçar a segurança energética da Ucrânia para os próximos anos.
Como parte desse apoio, o Reino Unido disponibilizará financiamento no valor de cerca de 210 milhões de libras esterlinas para permitir que a empresa britânica Urenco forneça urânio enriquecido à Energoatom, responsável pela produção de energia nuclear na Ucrânia.
As autoridades britânicas consideram que esta medida ajudará a garantir o funcionamento das centrais nucleares ucranianas, particularmente durante os rigorosos períodos de inverno.
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Além do apoio energético, Londres anunciou também novas sanções dirigidas à Rússia, numa tentativa de reduzir os recursos financeiros utilizados para sustentar o esforço militar russo.
O reforço das medidas económicas ocorre numa altura em que os países ocidentais procuram manter a pressão sobre Moscovo após mais de quatro anos de conflito.
Entretanto, a guerra na Ucrânia deverá dominar grande parte das discussões da cimeira do G7, que decorre em Évian-les-Bains, em França.
Volodymyr Zelensky é esperado esta terça-feira para participar numa sessão dedicada à paz e à segurança na Ucrânia e na Europa, procurando obter novos compromissos dos aliados ocidentais.
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Um dos momentos mais aguardados será um possível encontro entre Zelensky e Donald Trump. O líder ucraniano espera convencer o presidente norte-americano a adotar uma posição mais firme face à Rússia.
Até agora, Trump tem demonstrado alguma relutância em aumentar significativamente o envolvimento dos Estados Unidos no conflito, posição que tem gerado preocupações entre vários parceiros europeus.
O presidente francês Emmanuel Macron também deverá desempenhar um papel importante nas negociações, procurando persuadir Washington a reforçar a pressão diplomática e económica sobre Moscovo.
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Para os líderes europeus presentes na cimeira, a unidade entre os aliados continua a ser considerada essencial para sustentar o apoio à Ucrânia e limitar a capacidade de ação da Rússia.
A reunião de Évian poderá revelar-se decisiva para o futuro da cooperação ocidental em relação à guerra, num momento em que Kiev procura garantias adicionais de apoio militar, financeiro e energético.







