Segundo a organização, existem atualmente cerca de 750 casos suspeitos e mais de 170 mortes suspeitas associadas ao surto. Até agora, foram confirmados oficialmente 82 casos, incluindo sete mortes, enquanto o vírus continua a expandir-se nas províncias do Nord-Kivu e Sud-Kivu.
A situação é agravada pelos confrontos entre as forças governamentais congolesas e o grupo armado M23, apoiado pelo Ruanda, o que dificulta o acesso das equipas médicas e compromete a resposta sanitária em várias zonas afetadas.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!A província de Ituri, considerada o epicentro da epidemia, enfrenta condições particularmente críticas. A região sofre há anos com violência armada, infraestruturas precárias e grandes movimentos de deslocados internos, criando um ambiente propício à propagação do vírus.
Em resposta ao agravamento da situação, as autoridades locais proibiram vigílias fúnebres e limitaram reuniões públicas a um máximo de 50 pessoas, numa tentativa de reduzir os riscos de transmissão comunitária.
Embora o risco internacional permaneça classificado como baixo, países vizinhos já começaram a reforçar medidas de controlo fronteiriço. O Ruanda anunciou restrições à entrada de viajantes provenientes da RDC, enquanto cidadãos e residentes terão de cumprir medidas obrigatórias de quarentena.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!Casos suspeitos também estão a ser monitorizados na Europa. Um paciente com suspeita de infeção foi internado nos Países Baixos, enquanto cidadãos norte-americanos expostos ao vírus foram transferidos para hospitais na Alemanha e República Checa.
O atual surto é provocado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, para a qual ainda não existe vacina ou tratamento homologado. A OMS informou que vários tratamentos experimentais com anticorpos monoclonais estão a ser preparados para ensaios clínicos.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!Entre as soluções em desenvolvimento está o potencial uso do antiviral obeldesivir para pessoas consideradas contactos de alto risco, além de novos candidatos a vacina atualmente em investigação internacional.
Os especialistas alertam que, apesar de o Ebola ser menos contagioso do que doenças como Covid-19 ou sarampo, a taxa de mortalidade continua extremamente elevada. Desde o aparecimento do vírus, há cerca de cinco décadas, mais de 15 mil pessoas morreram em África devido a diferentes surtos da doença.
A OMS deverá divulgar nos próximos dias novas recomendações sanitárias destinadas a conter a propagação da epidemia e reforçar a resposta internacional.
Submeta os seus anúncios online em 4 etapas simples — com pré-visualização imediata, estatísticas em tempo real e preços a partir de 1000 MZN.
:max_bytes(150000):strip_icc():focal(857x337:859x339)/ebola-virus-busunga-crossing-051926-5ca225ad12174505852858a4c93666d1.jpg)




