A informação foi divulgada num comunicado oficial que detalha a participação das forças russas e bielorrussas em exercícios de três dias dedicados à coordenação operacional de capacidades nucleares. O treino inclui a simulação de receção e utilização de munições especiais destinadas ao sistema de mísseis Iskander-M, capaz de transportar ogivas convencionais e nucleares.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!Segundo Moscovo, o objetivo é reforçar a prontidão operacional das unidades de mísseis estacionadas na Bielorrússia e testar a integração das forças dos dois países em cenários de resposta militar coordenada.
Os exercícios envolvem uma escala significativa de meios militares, incluindo cerca de 150 aeronaves de combate, mais de 200 lançadores móveis de mísseis, 73 navios de superfície e 13 submarinos, entre os quais oito submarinos estratégicos das frotas do Norte e do Pacífico.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!As manobras incluem ainda testes de mísseis balísticos intercontinentais e de mísseis de cruzeiro, num cenário que, segundo o Ministério da Defesa russo, simula respostas a potenciais ameaças externas.
A presença de armamento nuclear em território bielorrusso foi anunciada pela primeira vez em 2023, marcando o regresso de armazenamento nuclear russo fora das suas fronteiras desde o fim da União Soviética. Apesar disso, Moscovo afirma manter o controlo exclusivo das armas táticas instaladas no país aliado.
A Bielorrússia, liderada por Alexander Lukashenko, mantém uma forte dependência económica e militar da Rússia, sendo considerada um dos principais aliados estratégicos de Moscovo na região.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!Especialistas apontam que estes exercícios servem não apenas como treino operacional, mas também como demonstração de capacidade militar em larga escala, num contexto de tensões crescentes com o Ocidente e de guerra prolongada na Ucrânia.
O anúncio surge num momento em que Moscovo procura reforçar a sua posição estratégica e sinalizar que mantém total capacidade de resposta nuclear, mesmo perante desafios militares e económicos.
As autoridades russas sublinham que os exercícios não representam uma ameaça direta a outros países, insistindo que se tratam de operações de rotina de preparação e coordenação militar entre aliados.
Ainda assim, a dimensão das manobras e a inclusão explícita de componentes nucleares tornam estes exercícios um dos mais significativos dos últimos anos em termos de demonstração de força militar.






