Xi Jinping recebeu Donald Trump à entrada do monumental Palácio do Povo, junto à Praça Tiananmen, numa cerimónia acompanhada pelos hinos nacionais dos dois países, guarda militar e salvas de canhão.
Os dois líderes percorreram a passadeira vermelha perante dezenas de crianças que agitavam bandeiras chinesas e norte-americanas, enquanto davam as boas-vindas à delegação dos Estados Unidos.
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Anuncie aqui!Durante o encontro, o líder chinês apelou ao fortalecimento da cooperação entre os dois países, defendendo uma relação baseada na parceria e não na rivalidade.
“A cooperação beneficia ambas as partes, enquanto a confrontação prejudica os dois lados. Devemos ser parceiros e não rivais”, afirmou Xi Jinping, acrescentando que o mundo se encontra “numa encruzilhada”.
Por sua vez, Donald Trump destacou a relação pessoal com o Presidente chinês e afirmou acreditar num futuro positivo para as relações entre China e Estados Unidos.
“É uma honra estar ao seu lado. As relações entre a China e os Estados Unidos serão melhores do que nunca. Vamos ter juntos um futuro fabuloso”, declarou o Presidente norte-americano.
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Anuncie aqui!A visita marca o primeiro deslocamento de um Presidente dos Estados Unidos à China desde a visita realizada pelo próprio Trump em 2017, durante o seu primeiro mandato.
As autoridades chinesas prepararam uma receção de grande dimensão para o líder norte-americano, incluindo um banquete oficial organizado por Xi Jinping e vários encontros privados previstos para os próximos dias.
Apesar do ambiente cerimonial, o encontro decorre num contexto de fortes tensões entre as duas maiores economias mundiais.
As relações bilaterais continuam marcadas pela guerra comercial relançada após o regresso de Donald Trump à Casa Branca em 2025, com tarifas alfandegárias, restrições tecnológicas e acusações relacionadas com práticas comerciais consideradas desleais por Washington.
Entre os principais objetivos dos Estados Unidos estão novos acordos nos setores agrícola e tecnológico, bem como possíveis encomendas de aviões da fabricante Boeing.
A delegação norte-americana inclui também figuras de peso do setor tecnológico e industrial, entre elas Elon Musk, executivos da Apple e dirigentes da fabricante de chips Nvidia.
Outro ponto central das discussões prende-se com o acesso das empresas norte-americanas ao mercado chinês. Antes da viagem, Donald Trump afirmou que pretende pressionar Pequim a “abrir” mais a sua economia às empresas dos Estados Unidos.
Além das questões económicas, a reunião é acompanhada com atenção devido às tensões geopolíticas ligadas ao Irão, às terras raras, aos semicondutores e à situação de Taiwan.
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Anuncie aqui!Washington pretende que a China utilize a sua influência junto do governo iraniano para reduzir as tensões no Golfo Pérsico, numa altura em que o conflito regional afeta diretamente os mercados internacionais de energia.
Segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, os Estados Unidos esperam que Pequim desempenhe “um papel mais ativo” para travar a escalada no Médio Oriente.
A situação no Estreito de Ormuz continua a preocupar os mercados internacionais devido aos impactos no comércio marítimo e no fornecimento de petróleo, particularmente para a China, principal importadora de crude iraniano.
Analistas consideram que Pequim tem interesse direto numa redução das tensões internacionais para proteger o crescimento da sua economia, altamente dependente do comércio internacional.
Apesar das expectativas em torno do encontro, especialistas acreditam que será difícil alcançar avanços significativos nas disputas estratégicas entre as duas potências, especialmente sobre Taiwan, território reivindicado pela China e apoiado diplomaticamente pelos Estados Unidos.
As declarações e entendimentos alcançados durante esta visita poderão ter impacto direto na economia mundial e na estabilidade geopolítica internacional, num momento marcado por múltiplas crises e rivalidades entre grandes potências.







