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Brent ultrapassa 125 dólares com medo de bloqueio no Estreito de Ormuz

Preço do petróleo atinge máximos desde 2022 com escalada de tensões no Oriente Médio e receios de bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo voltaram a disparar nos mercados internacionais, atingindo níveis que não eram registados desde a crise energética provocada pela invasão da Ucrânia em 2022. O Brent, referência global, subiu mais de 7% num único dia, ultrapassando os 125 dólares por barril, num movimento impulsionado pelo agravamento das tensões no Estreito de Ormuz.

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O aumento ocorre num contexto de elevada instabilidade geopolítica, marcado pela possibilidade de um bloqueio prolongado desta rota estratégica, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. A simples perspetiva de interrupção prolongada já foi suficiente para desencadear uma reação imediata dos mercados.

O West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, também registou fortes ganhos, aproximando-se dos 110 dólares por barril, reforçando a tendência de alta generalizada no setor energético.

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Segundo analistas de mercado, o fator determinante continua a ser o risco de uma perturbação prolongada na oferta global. A possibilidade de restrições duradouras nas exportações a partir do Golfo coloca pressão adicional sobre uma cadeia já fragilizada, com impactos diretos na produção e no transporte de crude.

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Especialistas alertam que, ao contrário de choques temporários, uma interrupção prolongada pode levar ao encerramento de poços e a dificuldades significativas na retoma da produção, transformando um problema logístico numa crise estrutural de oferta.

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Nos mercados financeiros, o impacto foi imediato. As bolsas asiáticas registaram quedas generalizadas, com destaque para Tóquio e Seul, pressionadas pela subida dos custos energéticos e pelas perspetivas de inflação mais elevada. A volatilidade aumentou também no mercado cambial, com o dólar a beneficiar do movimento de aversão ao risco.

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Investidores descrevem o ambiente atual como altamente sensível a qualquer nova evolução no conflito, com os mercados a reagirem de forma quase imediata a cada sinal de agravamento ou tentativa de contenção da crise.

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A Reserva Federal dos Estados Unidos e o Banco do Japão mantiveram recentemente as suas taxas de juro inalteradas, mas sinais de possível endurecimento da política monetária também contribuíram para reforçar a pressão sobre os mercados, num contexto já dominado pela escalada do petróleo.

O ouro, tradicional ativo de refúgio, também registou valorização, refletindo o aumento da incerteza global e a procura por proteção por parte dos investidores.

Perante este cenário, analistas alertam que o mercado poderá ainda não estar a precificar totalmente o impacto de uma crise energética prolongada, sobretudo se o bloqueio no Estreito de Ormuz se mantiver por várias semanas ou meses.

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