O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, foi morto num ataque em Kati, nos arredores da capital Bamako. Segundo fontes familiares e governamentais, o responsável morreu após um atentado com veículo armadilhado que destruiu a sua residência. O governo confirmou o óbito e decretou dois dias de luto nacional.
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Anuncie aqui!O ataque foi reivindicado pelo JNIM, grupo jihadista afiliado à Al-Qaeda. A operação visou diretamente a casa do ministro, marcando uma nova escalada de violência no país. Sadio Camara era uma figura-chave das autoridades militares desde o golpe de Estado de 2020.
Desde sábado, persistia incerteza sobre o seu estado após uma forte explosão em Kati. O seu círculo próximo tinha inicialmente negado qualquer ferimento. A confirmação da morte veio posteriormente, intensificando a tensão política e militar no país.
O presidente de transição, Assimi Goïta, não foi visto publicamente desde o ataque. Segundo fontes de segurança, terá sido retirado de Kati e levado para um local seguro, próximo de Bamako. O silêncio das autoridades aumentou as preocupações sobre a estabilidade do regime.
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Anuncie aqui!Combates entre forças armadas e grupos jihadistas foram registados novamente no domingo em Kati. Testemunhas relataram confrontos intensos, com intervenção da aviação militar. A cidade, localizada a cerca de 15 km da capital, continua a ser um ponto estratégico militar.
O Estado-Maior General das Forças Armadas (FAMa) anunciou o reforço das medidas de segurança em todo o território. Couvre-feux foram instaurados, patrulhas intensificadas e níveis de alerta elevados, com o objetivo de conter a ameaça jihadista.
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Anuncie aqui!No norte do país, a situação também se deteriora. Em Kidal, confrontos entre o exército e grupos rebeldes foram retomados. Segundo fontes locais, a cidade terá passado para o controlo do FLA, após a retirada das forças governamentais e aliados.
O JNIM reivindicou uma série de ataques coordenados contra alvos estratégicos, incluindo instalações militares, o aeroporto internacional de Bamako e residências oficiais. Analistas consideram esta ofensiva como uma das mais significativas desde 2012, evidenciando uma deterioração grave da segurança no país.
A comunidade internacional reagiu rapidamente. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, condenou o extremismo violento e apelou a uma resposta coordenada. A União Europeia também condenou os ataques, reafirmando o seu apoio à estabilidade no Mali.






