Após mais de meio século, a República Democrática do Congo (RDC) celebra um feito histórico: 52 anos depois da sua única participação em 1974, quando ainda se chamava Zaíre, os Léopards garantiram o passaporte para a Copa do Mundo 2026. A qualificação foi conquistada numa noite de intensa tensão em Guadalajara, México, ao derrotarem a Jamaica por 1-0, na final do playoff intercontinental, após prolongamento.
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Teste GratuitoO jogo começou com indícios de domínio congolês, mas rapidamente se transformou num drama. Bakambu, atacante do Betis Sevilla, marcou logo aos cinco minutos, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo. Apesar da pressão constante, os Reggae Boyz conseguiram resistir às investidas iniciais do adversário, frustrando os primeiros ataques congolenses, incluindo um disparo potente de Leon Bailey que passou rente ao poste.

Na segunda parte, Bakambu voltou a testar o guarda-redes Blake, enquanto Bongonda entrou para dar mais dinamismo, criando várias oportunidades que não se concretizaram. Até que, no prolongamento, Brian Cipenga, lançado pelo treinador francês Sébastien Desabre, emergiu como o herói inesperado. Após uma jogada rápida, Cipenga serviu Tuanzebe, que de forma precisa marcou o gol da vitória aos 100 minutos, garantindo a histórica classificação.
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Anuncie aqui!A vitória não apenas devolve a RDC ao palco mundial, mas também posiciona a equipa no Grupo K, ao lado de Portugal, Uzbequistão e Colômbia. Um feito que mistura a celebração pelo passado histórico com a expectativa de desafios futuros.

Enquanto isso, a Europa assistiu a dramas de outra ordem. A Itália foi eliminada de forma humilhante na terceira falha consecutiva a se classificar para o Mundial. Após empatar 1-1 com a Bósnia e perder nos penáltis por 4-1, a Nazionale não verá a Copa do Mundo de 2026. Moise Kean marcou primeiro, mas a expulsão de Alessandro Bastoni aos 42 minutos mudou o rumo do jogo, e Haris Tabakovic empatou para a Bósnia aos 79.
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Anuncie aqui!Outros países europeus também sentiram o drama das eliminatórias. O Danish foi derrotado nos penáltis pela República Checa (2-2 após prolongamento), que garante a sua segunda participação em Mundiais, 20 anos depois da estreia em 2006. A Suécia e a Turquia, por sua vez, avançaram, derrotando respectivamente a Polónia (3-2) e o Kosovo (1-0), garantindo o acesso direto ao torneio.
O retorno da RDC ao Mundial é mais do que uma simples vitória: simboliza resiliência, persistência e talento africano em palco internacional, numa noite que ficará marcada na memória dos Léopards e dos seus adeptos. Brian Cipenga, Tuanzebe e Bakambu personificam a determinação de um país que aguardava este momento há mais de meio século.
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Teste GratuitoEnquanto isso, a Europa vê surgir novas surpresas, com nações tradicionais do futebol a tropeçar e outras a aproveitar oportunidades, reforçando o caráter imprevisível e emocionante das eliminatórias para a Copa do Mundo.
A edição de 2026 promete ser uma mistura de tradição e renovação, com a África a celebrar feitos históricos e a Europa a confrontar-se com realidades inesperadas. Para os Léopards, a Copa do Mundo será a oportunidade de escrever um novo capítulo na história do futebol africano.




