Carlo Ancelotti anunciou a lista de 26 jogadores da seleção brasileira para os amistosos de março — encontros contra França (26 de março, em Boston) e Croácia (31 de março, em Orlando), que servem como testes finais antes da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. Entre as ausências que mais chamou atenção está Neymar, o principal artilheiro da história da Seleção com 79 gols.
O atacante de 34 anos não foi incluído na relação final de convocados, com o treinador justificando que ele ainda não está 100% fisicamente preparado para os jogos. Neymar vinha lidando com uma série de problemas musculares e uma longa recuperação após uma grave lesão no joelho em outubro de 2023, e seu retorno ao Santos também foi marcado por partidas interrompidas ou adiadas devido a desconfortos físicos.
A ausência de Neymar nos amistosos surge justamente no momento em que a equipe canarinho busca encontrar um equilíbrio entre experiência e juventude no ataque. Em seu lugar, Ancelotti convocou jovens promessas, como o atacante de 19 anos Endrick, e incluiu pela primeira vez o atacante do Brentford, Igor Thiago.
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Anuncie aqui!Apesar da exclusão, Ancelotti deixou claro que a porta continua aberta para Neymar, desde que o jogador recupere integralmente sua forma física. “Ele pode estar na Copa do Mundo se estiver 100%”, disse o treinador após a divulgação da lista, reforçando que a decisão foi baseada em critérios médicos e de desempenho, e não em qualquer desentendimento ou falta de confiança no talento do atacante.
Nos bastidores, o clima também envolveu alguma frustração do próprio jogador. Fontes e relatos indicam que Neymar expressou tristeza e decepção por ter sido deixado de fora da convocação, embora ele tenha reafirmado seu compromisso em continuar treinando e trabalhando para estar disponível para o Mundial.
Na ausência de Neymar, outros nomes ganharam destaque no elenco brasileiro para os amistosos. O ala Raphinha, do Barcelona, teve sua convocação confirmada e pode assumir um papel ainda mais central no setor ofensivo da seleção neste ciclo de pré‑Copa.
O Brasil também enfrenta outra partida amistosa em junho, contra o Egito, antes de estrear na fase de grupos da Copa do Mundo contra o Marrocos em 13 de junho. A gestão de Ancelotti parece apostada em consolidar uma equipe competitiva e física, mesmo que isso signifique arriscar a ausência temporária de um dos seus maiores ídolos.
Para muitos torcedores, a exclusão de Neymar representa mais do que uma simples ausência em amistosos: ela simboliza uma virada geracional e uma tentativa de planejar com cautela a formação que irá disputar o título mundial, equilibrando experiência e juventude e garantindo que ninguém entre em campo abaixo de seu potencial máximo.




