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Lifestyle/Tecnologia: CES 2026, Las Vegas revela tecnologias que já transformam o nosso dia a dia

Robótica, inteligência artificial e longividade redefinem a experiência tecnológica, mostrando que o futuro já chegou

Las Vegas apagou as luzes do CES 2026, mas o impacto das inovações apresentadas ecoa muito além do deserto do Nevada. Durante uma semana, a cidade transformou-se num laboratório gigante, onde se cruzaram os sonhos mais audaciosos e as tecnologias mais concretas.

Robôs domésticos capazes de antecipar nossas necessidades, inteligências artificiais que se integram em todos os aspectos do cotidiano, e avanços em biotecnologia que prometem ampliar a longevidade humana: esta edição consolidou uma tendência de fundo — a tecnologia não promete apenas o futuro, ela o materializa aqui e agora.

Os objetos conectados, antes volumosos, tornam-se invisíveis; os assistentes de IA, antes restritos a tarefas básicas, começam a tomar decisões e antecipar ações; e as fronteiras entre saúde, bem-estar e desempenho desaparecem graças às inovações científicas. O CES 2026 refletiu um mundo em rápida transformação, onde o futuro se faz presente, trazendo oportunidades — e desafios.

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Números-chave do CES 2026

  • Mais de 2,6 milhões de m² de exposição

  • Mais de 4 100 expositores, incluindo cerca de 1 200 startups no Eureka Park

  • Aproximadamente 148 000 participantes únicos, sendo mais de 55 000 internacionais

  • Mais de 6 900 jornalistas, criadores de conteúdo e analistas

  • Mais de 60% das empresas Fortune 500 representadas

  • Mais de 400 sessões de conferência com 1 300 palestrantes

  • Mais de 37 000 artigos e conteúdos de notícias gerados

Quatro tendências que redesenham o futuro

O CES 2026 destacou quatro grandes eixos: robótica com IA física, IA companheira, tecnologias de longevidade e wearables inteligentes.

A IA física transformou a robótica em veículos, robôs humanoides e máquinas capazes de perceber, compreender e interagir com segurança. A LG impressionou com o CLOiD, robô doméstico futurista com braços articulados e design inspirado na ficção científica, destinado a gerir tarefas domésticas e libertar tempo para o essencial. SwitchBot apresentou o Onero H1, e gigantes como Nvidia, AMD e Qualcomm investem massivamente em processadores dedicados à IA física. Hyundai anunciou a integração dos robôs Atlas da Boston Dynamics em fábricas já em 2028. A linha entre ficção científica e realidade desaparece: robôs deixam de ser gadgets e tornam-se parceiros do dia a dia.

A IA companheira marca presença em todos os dispositivos. Samsung apresentou a experiência “Your Companion to AI Living”, Razer surpreendeu com o Project AVA, holograma capaz de gerir agendas e analisar dados, e Lenovo e Motorola lançaram o Qira, sistema de inteligência ambiente que sincroniza todos os dispositivos. O CES evidencia que teremos companheiros de IA para esporte, trabalho, saúde e estudo.

A categoria Longividade emergiu como destaque, com 92 expositores, incluindo L’Oréal, mostrando como a tecnologia prevê e atua no envelhecimento. O Body Scan 2 da Withings, por exemplo, analisa mais de 60 biomarcadores em 90 segundos, promovendo medicina preditiva e prevenção antecipada de desequilíbrios de saúde.

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Os wearables tornam-se cada vez mais miniaturizados e personalizados, com Edge AI integrando inteligência diretamente nos objetos e protegendo a privacidade do usuário. Mobvoi apresentou a TicWatch com tradução e transcrição em tempo real; Zepp Health, as Amazfit Helio, para visualização em realidade aumentada; Motorola e Meta avançaram com pendentives IA e Neural Band, tornando a IA invisível, intuitiva e omnipresente.

Startups africanas que chamaram atenção

Além dos gigantes globais, várias startups africanas impressionaram pela inovação, impacto social e criatividade:

  • mPharma (Gana): plataforma de gestão e distribuição de medicamentos para clínicas e farmácias, melhorando o acesso à saúde

  • BRCK (Quênia): roteadores inteligentes e soluções de conectividade para áreas remotas da África

  • 54gene (Nigéria): biotecnologia aplicada à genômica africana, promovendo medicina personalizada e pesquisas de saúde

  • Aerobotics (África do Sul): drones e IA para monitoramento agrícola e prevenção de pragas

  • LifeBank (Nigéria): plataforma logística de entrega de sangue, medicamentos e vacinas para hospitais

  • Sendy (Quênia): soluções de logística urbana baseada em apps, conectando empresas a transportadores locais

  • Tizeti (Nigéria): internet fixa e wi-fi comunitário, expandindo conectividade em regiões suburbanas

  • YAPILI (África do Sul): dispositivos de IA e wearables voltados para monitoramento de saúde e bem-estar

Países como Coreia do Sul, China e Japão mantiveram forte visibilidade institucional, enquanto a África destacou-se pela inovação prática, impacto social e soluções adaptadas ao continente, provando que tecnologia disruptiva não é privilégio dos países desenvolvidos.

Por que visitar o CES?

O CES não é apenas um salão: é uma experiência imersiva, onde se pode tocar, testar e comparar inovações, interagir com engenheiros e investidores, e antecipar tendências antes que se tornem óbvias. Este ano, a convergência de robótica, IA e saúde conectada indica o rumo da próxima década.

O CES 2026 provou que o futuro já não espera: ele está presente, discreto, intuitivo e humano. Las Vegas nos mostrou o amanhã, hoje, e em 2027, novas revoluções tecnológicas prometem surpreender novamente.

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