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Internacional/Médio-Oriente: Negociações nucleares tensionam o Oriente Médio

Em 6 de fevereiro de 2026, os parares nucleares entre Washington e Teerã enfrentam um impasse crítico, com divergências sobre alcance do diálogo, presença militar no Golfo e pressão interna no Irã, ameaçando a estabilidade regional.

As negociações nucleares cruciais entre os Estados Unidos e o Irã atingem um ponto crítico, marcado por uma inflexibilidade que ameaça desestabilizar o diálogo antes mesmo de avançar. Enquanto Washington insiste em incluir no debate não apenas o programa nuclear iraniano, mas também seu arsenal de mísseis balísticos, apoio a grupos armados no Oriente Médio e a situação dos direitos humanos, Teerã procura limitar a discussão estritamente ao seu programa nuclear. Esta discordância ocorre em um contexto de militarização crescente no Golfo Pérsico e de protestos internos no Irã, elevando o risco de um conflito de grande escala que poderia afetar toda a região.

O que deveria ser uma tentativa de revitalizar o diálogo quase desmoronou antes de começar. Inicialmente previstas em Istambul, as negociações foram comprometidas pelo refusio da Casa Branca em alterar local e formato, segundo fontes norte-americanas citadas pelo Axios. Entretanto, em um último minuto, o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi confirmou que a reunião ocorreria em Mascate, capital de Omã, país com longa experiência em mediações discretas entre Teerã e o Ocidente. Um alto funcionário norte-americano confirmou o compromisso, permitindo um compromisso mínimo para manter a porta diplomática aberta.

O ponto central de conflito reside na extensão da pauta. Washington exige que qualquer negociação séria aborde não apenas o enriquecimento de urânio do Irã, mas também suas capacidades defensivas, o programa de mísseis balísticos e seu apoio a milícias e grupos armados em países como Iêmen e Líbano. O senador americano Marco Rubio tem sido uma voz proeminente no Congresso, defendendo uma posição firme e deixando claro que os Estados Unidos não aceitarão limitar o diálogo apenas ao setor nuclear. Para Teerã, no entanto, qualquer discussão sobre seu arsenal balístico ou políticas externas constitui interferência inaceitável na soberania nacional, sendo considerado um pilar da segurança do país.

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O contexto militar complica ainda mais a situação. Os Estados Unidos concentraram significativa força aérea e naval no Golfo Pérsico, e episódios de alta tensão incluem o abate de um drone iraniano e abordagens agressivas de navios americanos por unidades da Guarda Revolucionária. Israel, percebendo ameaça direta de Teerã, mantém seus sistemas de defesa em alerta máximo, enquanto o Irã ameaça atingir “o coração de Tel Aviv” caso seja atacado. Este cenário aumenta a urgência das negociações e o risco de um fracasso com consequências imprevisíveis.

O local da reunião, Omã, substituindo o Catar, oferece aos norte-americanos a possibilidade de um formato mais limitado, evitando que a pauta se estenda a mísseis e outros temas estratégicos que Teerã rejeita categoricamente. Embora médiadores árabes tenham tentado ampliar a discussão, Teerã insiste em conversas bilaterais e focadas apenas no nuclear, refletindo profunda desconfiança sobre as intenções ocidentais.

Paralelamente, o Irã enfrenta protestos internos massivos desde janeiro, brutalmente reprimidos pelo regime. Milhares de manifestantes foram mortos, aumentando a pressão interna e internacional sobre Teerã. Esse contexto reforça a determinação dos Estados Unidos em manter a presença militar e exigir concessões, ao mesmo tempo em que evita um colapso completo do processo diplomático.

Segundo o New York Times, Teerã aceitou discutir aspectos de seu programa de mísseis balísticos e seu apoio a grupos terroristas por procuração em reuniões previstas para sexta-feira em Omã, após ceder pequenas concessões após suspensão temporária das negociações. A prioridade de ambos permanece o programa nuclear, mas o impasse sobre mísseis, direitos humanos e atividades regionais persiste como barreira significativa para um acordo abrangente.

O histórico das relações entre os Estados Unidos e o Irã desde 1979 demonstra um ciclo de confronto e mediação frustrada. Em 2025, um ataque conjunto de Israel e breve envolvimento americano em junho levou à suspensão de negociações previamente mediadas por Omã. Os representantes iranianos liderados por Abbas Araghchi e os norte-americanos, conduzidos por Steve Witkoff, emissário de Donald Trump, buscam retomar o diálogo sob condições altamente sensíveis.

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O regime iraniano mantém uma posição firme: as discussões devem restringir-se ao programa nuclear, sem negociação sobre mísseis. A desconfiança histórica do Ocidente, somada a ataques preventivos como o bombardeio de três instalações nucleares em 2025 pelos Estados Unidos, aumentam o risco de escalada militar. Antes do ataque, o Irã enriquecia urânio a 60%, muito acima do limite de 3,67% estabelecido pelo acordo nuclear de 2015, agora obsoleto.

No contexto atual, Donald Trump mantém considerável força de combate no Golfo, incluindo capacidade aérea e naval, ameaçando uso em caso de não cumprimento das exigências americanas. Um drone iraniano foi abatido recentemente próximo a um porta-aviões americano, demonstrando a tensão máxima e a vulnerabilidade regional. O futuro da estabilidade no Oriente Médio e a prevenção de uma guerra de larga escala dependem do sucesso ou fracasso desses parares nucleares, cuja realização nesta sexta-feira em Omã será observada globalmente.

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