Após seu discurso em Munique, no qual pediu que os europeus adotassem a visão do ex-presidente Donald Trump, o senador Marco Rubio iniciou uma série de encontros em países governados por aliados próximos de Trump: a Eslováquia e a Hungria. Em Bratislava, mesmo que por apenas algumas horas, Rubio se reuniu com o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico, tratando de questões cruciais como cooperação nuclear, segurança energética, conflito na Ucrânia e o papel da OTAN na região.
Durante a coletiva, Rubio reafirmou que os Estados Unidos não desejam uma Europa dependente ou submissa, mas sim um parceiro estratégico e forte. Ele destacou a importância de uma postura europeia independente, capaz de se alinhar com a visão americana sobre a ordem mundial, em consonância com seu discurso anterior na Conferência de Segurança de Munique. Sobre a investigação europeia da morte do opositor russo Alexei Navalny, Rubio qualificou o relatório como “preocupante” e confiou na seriedade das apurações conduzidas por cinco países europeus. Ao mesmo tempo, lembrou que o Senado americano se prepara para aprovar sanções de grande alcance à Rússia, mesmo contra o posicionamento da administração Trump, evidenciando a complexidade da relação transatlântica em tempos de tensão geopolítica.
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Anuncie aqui!No terreno da segurança e defesa, Rubio buscou tranquilizar sobre a presença militar americana na Europa, rejeitando interpretações de que ajustes recentes nas tropas indicariam um abandono da região. Ele enfatizou que deslocamentos pontuais de soldados são práticas rotineiras, mantendo o compromisso dos EUA com a OTAN. Paralelamente, Robert Fico reforçou interesses estratégicos de seu país, como a construção de uma nova central nuclear com a empresa americana Westinghouse e a compra de quatro caças F-16 adicionais, além de propor maior integração entre Washington e o grupo de Visegrád, que reúne Eslováquia, Hungria, República Tcheca e Polônia.
Em seguida, Rubio seguiu para Budapeste, onde se encontrou com o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, considerado por Trump como um “homem forte e poderoso”. A visita ocorre em um momento delicado para Orbán, cujo partido Fidesz enfrenta dificuldades nas pesquisas eleitorais diante da oposição TISZA, com eleições legislativas marcadas para abril. Durante o encontro, discutiram questões energéticas, especialmente no contexto da dependência da Hungria do petróleo e gás russos, assim como as relações estratégicas com os Estados Unidos. Orbán, alinhado às ideias de Trump, comprometeu-se a continuar sua ofensiva contra organizações civis, jornalistas, juízes e políticos que, segundo ele, atuam como agentes de interesses estrangeiros.
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anuncie aqui!A visita de Rubio revela uma estratégia norte-americana de consolidação de influência na Europa Central, combinando interesses econômicos, militares e políticos. Trata-se de reforçar aliados pró-Trump, assegurar a cooperação energética e nuclear, manter a presença da OTAN e apoiar líderes em momentos críticos, mostrando que Washington mantém um papel ativo na orientação das políticas estratégicas da região.





