As refinarias chinesas processaram cerca de 12,66 milhões de barris por dia (bpd) em maio, o nível mais baixo desde agosto de 2022, segundo dados oficiais.
Este valor ficou abaixo da oferta total disponível de petróleo, que combina importações e produção interna, estimada em 12,16 milhões de bpd, criando uma diferença de cerca de 500 mil barris por dia.
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Este desequilíbrio indica que, pela primeira vez em vários meses, o consumo das refinarias superou ligeiramente a quantidade de crude disponível, sugerindo um uso limitado dos estoques.
No entanto, o impacto nas reservas foi menor do que o esperado, apesar da forte queda nas importações de petróleo, que atingiram o nível mais baixo em oito anos.
No primeiro trimestre do ano, a China importava em média 11,85 milhões de bpd, mas em maio esse valor caiu em mais de 4 milhões de bpd, refletindo uma forte desaceleração das compras externas.
As refinarias também reduziram a sua atividade em comparação com o início do ano, operando cerca de 2,29 milhões de bpd abaixo da média trimestral, devido ao aumento dos preços internacionais e à menor procura de exportação de combustíveis refinados.
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Segundo analistas, esta estratégia reflete uma resposta dupla das autoridades chinesas ao aumento dos preços do petróleo após tensões geopolíticas recentes: reduzir importações e ajustar a produção interna.
Ao mesmo tempo, Pequim limitou a exportação de produtos refinados como diesel e querosene, garantindo o abastecimento interno sem depender fortemente das reservas.
Com uma reserva estimada em mais de 1,2 mil milhões de barris, entre stocks estratégicos e comerciais, a China mantém uma margem de segurança que poucos países importadores possuem.
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Esta capacidade permite ao país ajustar rapidamente as compras internacionais conforme a evolução dos preços do mercado global.
Durante períodos de alta dos preços, como o registado recentemente, a China tende a reduzir importações e recorrer parcialmente aos stocks, voltando a aumentar as compras quando os preços recuam.
Apesar das perturbações no mercado, especialistas indicam que a China conseguiu evitar um impacto mais profundo na sua economia energética graças à sua estratégia de gestão de reservas.
A situação evidencia também o papel da China como um dos principais compradores globais de petróleo e um ator capaz de influenciar a dinâmica do mercado internacional.
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