O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGD) de Moçambique realizou operações de resgate intensas no vale do Limpopo, na província de Gaza, usando barcos e helicópteros para retirar 110 pessoas isoladas pelas águas. Devido ao nível elevado das águas, algumas pessoas precisaram ser resgatadas de árvores, telhados e colinas isoladas. Entre os resgatados estava uma mulher em avançado estado de gravidez, levada de emergência para o hospital distrital de Chonguene, onde recebeu atendimento especializado.
As operações nos distritos de Chókwè, Guijá e Chibuto envolveram 14 barcos e quatro helicópteros. Mais ao sul, a cheia do rio Incomati isolou Maputo do resto do país, atravessando a estrada principal EN1, entre Incoluane e o posto administrativo 3 de Fevereiro, cerca de 100 km a norte da capital. A Administração Nacional de Estradas (ANE) trabalha para reparar os troços danificados, mas a chuva contínua dificulta os esforços.
O governo moçambicano abriu 36 centros temporários de acolhimento para abrigar as vítimas, sendo o maior em Chihaquelane, com mais de 25.000 pessoas. Segundo a governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, 327.000 pessoas estão nos centros de acolhimento. A água do rio Limpopo já inundou a parte baixa de Xai-Xai, e a população está a ser chamada para evacuação imediata.
A situação é agravada pelo aumento das descargas da barragem de Massingir, no rio Elefantes, para 6.500 metros cúbicos por segundo, e pelo volume de água que vem da barragem de Macarretane, que já afeta negativamente os distritos de Chibuto e Xai-Xai. A chuva intensa em países vizinhos, como o Zimbábue, também aumenta o caudal do rio Save, colocando as localidades de Nova Mambone e Machanga em alerta de inundação nas próximas 48 horas.
As bacias do Limpopo e Incomati enfrentam continuação de enchentes, com risco nos distritos de Magude, Manhiça e Marracuene (Incomati) e Massingir, Mabalan, Guijá e Chókwè (Limpopo). O governo mobilizou seis helicópteros e quatro aeronaves, e a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) introduziu dois voos diários entre Maputo e Gaza, devido à suspensão das estradas.
O Presidente da República, Daniel Chapo, cancelou a sua viagem ao Fórum Económico Mundial em Davos, afirmando que sua prioridade é supervisionar as operações de socorro e proteger a população. Até segunda-feira, a temporada de chuvas já causou 111 mortes, três desaparecidos e 98 feridos. Estima-se que 40% da província de Gaza esteja submersa, e pelo menos 152 km de estradas nacionais foram destruídas.
O governo estabeleceu um centro nacional de coordenação no aeroporto de Xai-Xai, onde os recursos aéreos são geridos para as operações de resgate. A prioridade é garantir movimento seguro de pessoas e bens, resgatar famílias isoladas e minimizar os efeitos das inundações, que são agravadas pelo aumento das descargas das barragens e pelo volume das chuvas regionais.
PUBLICIDADE
Teste Gratuito
PUBLICIDADE
Teste GratuitoApelo à Solidariedade e à Ajuda Humanitária
As fortes chuvas e inundações que assolam Moçambique em 2026 afectaram milhares de pessoas, provocando perdas de vidas, destruição de casas, estradas e terrenos agrícolas, e forçando muitas comunidades a deslocarem-se devido à subida das águas.
Perante a magnitude desta emergência, toda a ajuda disponível é necessária. O apoio de organizações humanitárias, instituições públicas e da sociedade civil é fundamental para garantir alimentos, água potável, abrigo e cuidados de saúde às famílias afectadas.
👉 📞 Para ajudar com doações ou informações: 842 525 229 (AM LOVE)






