MozLife

Trump pressiona aliados e China para garantir segurança do Estreito de Ormuz

Enquanto o Irã alerta contra a participação de outros países, a escalada da guerra no Oriente Médio eleva os preços do petróleo e gera preocupações globais.

O presidente americano Donald Trump pressionou no domingo seus aliados e a China para garantir a segurança do estratégico Estreito de Ormuz, quase totalmente bloqueado pelo Irã, por onde normalmente passa um quinto da produção mundial de petróleo.

Em entrevista ao Financial Times, Trump afirmou que a OTAN terá um futuro “muito ruim” se seus membros não ajudarem os Estados Unidos a reabrir o estreito.

“Se não houver resposta (à solicitação americana) ou se ela for negativa, acredito que isso terá consequências muito ruins para o futuro da OTAN”, disse o presidente americano.

Trump também advertiu que o encontro com a China, previsto para o início de abril em Pequim com o presidente Xi Jinping, poderia ser adiado caso o país não contribua para a segurança da região.

Publicidade

Anuncie aqui!

O preço do petróleo continuou em alta neste domingo, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que gera temores de interrupções duradouras no fornecimento global de hidrocarbonetos.

O presidente americano declarou que deseja formar uma coalizão de países para proteger o Estreito de Ormuz, citando França, China, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul. Até o momento, nenhum país confirmou que se unirá aos Estados Unidos.

Em uma ligação telefônica no domingo, Trump e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer discutiram a “importância de reabrir o Estreito de Ormuz”, segundo Downing Street.

A guerra no Oriente Médio não dá sinais de trégua. Israel afirmou que ainda possui “milhares de alvos” no Irã e lançou uma “onda de ataques em grande escala” na madrugada de segunda-feira contra o país.

Publicidade

Anuncie aqui!

Enquanto isso, Teerã pediu que outras nações se abstivessem de ações que pudessem ampliar o conflito, no mesmo dia em que uma base ítalo-americana foi atacada.

O presidente francês Emmanuel Macron comunicou ao homólogo iraniano Massoud Pezeshkian que é “inadmissível” que a França seja alvo e solicitou a libertação “o mais rápido possível” de dois cidadãos franceses detidos no Irã.

Segundo dados das autoridades locais, a guerra já provocou mais de 2.000 mortes, principalmente no Irã e no Líbano.

“Não vemos razão para negociar com os americanos”, declarou o ministro iraniano das Relações Exteriores Abbas Araghchi à CBS.

Em retaliação aos ataques israelenses e americanos iniciados em 28 de fevereiro, Teerã continua a atingir o Golfo, onde estão concentrados interesses econômicos e militares dos EUA e de Israel.

Os Guardas da Revolução, exército ideológico do Irã, anunciaram ter lançado 700 mísseis e 3.600 drones contra alvos israelenses e americanos.

Uma base ítalo-americana no Kuwait foi atingida por drones, de acordo com o exército italiano.

Além disso, cinco pessoas ficaram feridas no domingo em ataques de foguetes ao aeroporto internacional de Bagdá, que também abriga um centro diplomático americano.

No Líbano, o exército israelense bombardeou novamente a periferia sul de Beirute na noite de domingo, após ordenar evacuações de vários bairros durante a manhã.

Publicidade

Anuncie aqui!

Como consequência do conflito, o preço do barril de Brent, referência global do petróleo, subiu mais de um terço desde o início da guerra.

Para conter a alta, o petróleo das reservas estratégicas (400 milhões de barris) deverá ser liberado imediatamente na Ásia e Oceania, e ainda em março na América e Europa, conforme a Agência Internacional de Energia.

Será o maior desbloqueio de estoques estratégicos da história da instituição, criada há mais de 50 anos.