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Saúde/parceiro doente: deve ficar ou separar-se, correndo o risco de parecer egoísta?

A doença pode afetar qualquer pessoa. E quando se insinua num casal, cria um verdadeiro fosso entre o parceiro saudável e o doente. Nesta situação, devem permanecer juntos como casal ou separar-se, colocando o vosso bem-estar em primeiro lugar? Colocámos a questão a Amélie Boukhobza, psicóloga clínica.

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Imagine que está numa relação e o seu parceiro adoece. A situação perdura e você adapta-se até saber que se trata de uma doença crónica e que nada voltará a ser como dantes. Deve ficar (e tornar-se prestador de cuidados) ou separar-se, correndo o risco de ser visto como egoísta? Foi esta a pergunta que colocámos à nossa especialista, a psicóloga Amélie Boukhobza.

É um dilema que cada pessoa decidirá à sua maneira

“Deixar um parceiro com uma doença crónica é um assunto muito complexo e delicado”, exclama imediatamente a psicóloga. “A sociedade tende muitas vezes a julgar rapidamente, a ver nisso um ato de egoísmo ou de cobardia. Mas, quando se vai para além das aparências, percebe-se que a situação é muito mais matizada”, analisa.

Quando amamos alguém, imaginamos muitas vezes que esse amor é incondicional, pronto a ultrapassar tudo, incluindo a doença. Mas viver diariamente com alguém que está doente significa enfrentar uma realidade muito diferente. “Não se trata apenas de acompanhar a outra pessoa na sua dor física, trata-se também de viver com o seu sofrimento mental. A doença entra por todo o lado, torna-se omnipresente, ocupa espaço, invade a relação”, explica a psicóloga. “Já não se trata apenas de uma história de amor, mas de uma luta constante, um desafio quotidiano que pode rapidamente transformar a relação num verdadeiro calvário”.

Será egoísta querer preservar a sua sanidade numa situação destas?

Não necessariamente, diz o nosso especialista. “É humano querer proteger-se, evitar afundar-se. O prestador de cuidados, aquele que fica para trás, é muitas vezes o primeiro a esgotar-se. O stress, a fadiga e o desespero podem corroê-los por dentro, destruindo-os lentamente. Não é apenas uma questão de cobardia, é por vezes uma questão de sobrevivência”.

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Permanecer numa relação em que se sente consumido pela dor do outro é arriscar-se a desmoronar-se, por vezes mais rapidamente do que a pessoa doente.

Deixar alguém que se conhece há pouco tempo é a mesma coisa que deixar o seu parceiro de muitos anos?

É evidente que não. “A duração da relação também desempenha um papel importante. Quando se conhece alguém há alguns meses, talvez seja mais fácil dizer a si próprio que se pode ir embora, que ainda não investiu toda a sua vida na relação. Mas quando se está casado há anos, as coisas tornam-se mais complicadas”, admite Amélie Boukhobza. “Há recordações, promessas e compromissos. Dizemos a nós próprios que não podemos abandonar a outra pessoa agora. Mas será mais corajoso ficar por obrigação, por culpa, do que partir para preservar o que resta de nós próprios? E provavelmente o que resta da beleza do casal, porque com o peso da doença, podemos acabar por nos sentir zangados e ressentidos, ressentidos com a outra pessoa por ver a sua própria vida arruinada”.

Qualquer que seja a decisão, não há lugar para juízos de valor

Em última análise, a escolha de ficar ou sair cabe a cada indivíduo e não deve ser julgada de ânimo leve. “Não é um ato egoísta pensar na sua própria saúde mental. Pelo contrário, por vezes é uma necessidade. Sacrificar-se a todo o custo pela outra pessoa nem sempre é a solução”, continua o especialista. “É preciso lembrar que, para poder ajudar alguém, primeiro é preciso estar em condições de o fazer. E se ficar significa afundarmo-nos juntos numa espiral destrutiva, então talvez seja melhor sair, por si, mas também pela outra pessoa. Porque uma relação em que uma pessoa é completamente consumida pelo sofrimento da outra já não é uma relação, é uma agonia lenta”.

Talvez a verdadeira questão a colocar seja: até onde estou disposto a ir sem me perder? “É um equilíbrio delicado entre o amor e a sobrevivência, entre o apoio e a auto-preservação. Não há uma resposta certa ou errada, apenas escolhas pessoais, profundamente humanas, por vezes dolorosas, mas necessárias para evitar o afundamento”, conclui.

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