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“One Battle After Another” domina os Óscares 2026 e conquista o prémio de Melhor Filme

A 98ª edição dos Óscares, realizada no emblemático Dolby Theatre, em Hollywood, consagrou o filme “One Battle After Another” como Melhor Filme do ano, encerrando uma longa temporada de prémios marcada pela rivalidade entre grandes produções da Warner Bros..

A produção destacou-se como a grande vencedora da noite ao conquistar seis estatuetas, superando o também muito comentado “Sinners”, que terminou a cerimónia com quatro prémios. No total, a Warner Bros liderou entre os estúdios com 11 Óscares, numa fase particularmente simbólica para a empresa, que atravessa um processo de aquisição avaliado em cerca de 110 mil milhões de dólares pelo grupo Paramount Skydance.

Logo atrás no número de prémios ficou a Netflix, que arrecadou sete estatuetas, três delas para “Frankenstein”, realizado por Guillermo del Toro. Outro destaque do serviço de streaming foi “KPop Demon Hunters”, o único filme da noite — além dos líderes — a conquistar mais do que um prémio.

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Entre os prémios de interpretação, uma das grandes surpresas da cerimónia foi a vitória de Michael B. Jordan como Melhor Ator pela sua atuação dupla no filme “Sinners”, onde interpreta as personagens Smoke e Stack. Apesar de ser já um nome consolidado em Hollywood, esta foi a sua primeira nomeação ao Óscar — e também a primeira vitória.

Na categoria de Melhor Atriz, a estatueta foi atribuída à irlandesa Jessie Buckley pela sua interpretação intensa em “Hamnet”, produção da Focus Features. A atriz, que interpretou Agnes, companheira de William Shakespeare, venceu após uma temporada de prémios dominada pela sua performance. Buckley tornou-se a primeira irlandesa a conquistar este prémio, logo na sua estreia entre os nomeados.

A realização também teve um momento histórico. Paul Thomas Anderson conquistou finalmente o seu primeiro Óscar de Melhor Realizador, após 11 nomeações anteriores ao longo da carreira. O cineasta também venceu o prémio de Melhor Argumento Adaptado por “One Battle After Another”, tornando-se apenas a nona pessoa na história a vencer os Óscares de Melhor Filme, Realização e Argumento na mesma noite.

Outro nome consagrado na escrita cinematográfica foi Ryan Coogler, que conquistou o Óscar de Melhor Argumento Original por “Sinners”. Este foi o primeiro prémio da Academia da sua carreira, depois de cinco nomeações ao longo dos anos.

Entre os atores secundários, Sean Penn venceu o Óscar de Melhor Ator Secundário pelo seu papel em “One Battle After Another”. O prémio representa o terceiro Óscar da carreira do ator, embora seja o primeiro nesta categoria. Penn, no entanto, não esteve presente na cerimónia para receber a estatueta.

A primeira estatueta da noite foi entregue à veterana Amy Madigan, vencedora do Óscar de Melhor Atriz Secundária pela sua interpretação da inquietante tia Gladys no filme “Weapons”. Madigan já havia sido nomeada ao Óscar em 1986, pelo filme Twice in a Life.

A cerimónia também ficou marcada por uma novidade histórica: a estreia da categoria de Melhor Casting nos Óscares. O primeiro prémio desta categoria foi atribuído à diretora de elenco Cassandra Kulukundis, pelo trabalho em “One Battle After Another”.

Nos prémios técnicos, “Frankenstein” destacou-se ao conquistar três troféus, incluindo Melhor Maquilhagem e Penteados, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Design de Produção, confirmando o impacto visual da obra dirigida por Guillermo del Toro.

Entre outras distinções técnicas, o filme “F1”, produzido pela Apple Original Films, venceu na categoria de Melhor Som, enquanto “Sinners” levou o prémio de Melhor Fotografia. Já “One Battle After Another” somou também o prémio de Melhor Montagem.

No campo internacional, a Noruega conquistou o seu primeiro Óscar da história com “Sentimental Value”, vencedor do prémio de Melhor Filme Internacional. A estatueta foi apresentada pelo ator Javier Bardem, que aproveitou o momento para defender no palco uma mensagem política apelando ao fim da guerra e à libertação da Palestina.

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Na animação, “KPop Demon Hunters” confirmou o favoritismo ao vencer o Óscar de Melhor Filme de Animação. A produção da Sony Pictures Animation tornou-se um fenómeno global, com mais de 500 milhões de visualizações em streaming e uma banda sonora que ultrapassou 11 mil milhões de reproduções.

A música “Golden”, do mesmo filme, conquistou também o Óscar de Melhor Canção Original, tornando-se a primeira música do género K-pop a vencer na história da Academia.

Nos efeitos visuais, “Avatar: Fire and Ash”, terceiro capítulo da saga criada por James Cameron, confirmou a tradição da franquia ao vencer o prémio de Melhores Efeitos Visuais, repetindo o sucesso das produções anteriores da série.

Entre as surpresas da noite destacou-se ainda a vitória de “Mr. Nobody Against Putin” como Melhor Documentário, um resultado inesperado numa categoria que parecia dominada por outros favoritos.

A cerimónia incluiu ainda um momento emotivo durante o tradicional segmento In Memoriam, apresentado por Billy Crystal, que prestou homenagem ao realizador Rob Reiner. A cantora Barbra Streisand encerrou o tributo interpretando um trecho da canção de The Way We Were, evocando também o ator Robert Redford.

Com vitórias expressivas, estreias históricas e algumas surpresas inesperadas, os Óscares de 2026 reafirmaram a vitalidade do cinema internacional e marcaram uma nova etapa para Hollywood, onde jovens talentos e cineastas consagrados continuam a redefinir os rumos da indústria.