A Procuradoria Geral da República da província de Inhambane, no sul de Moçambique, iniciou um processo civil contra o ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, responsabilizando-o pela destruição de bens públicos durante os tumultos causados pelos seus apoiantes.
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Anuncie aqui!O Ministério Público exige que Mondlane pague mais de quatro milhões de meticais (aproximadamente 63 mil dólares) pelos danos causados nas estradas e outras infraestruturas públicas em toda a província. O procurador de Inhambane, Pompilio Xavier, afirmou que o processo também inclui o Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), que, na altura dos distúrbios, apoiava Mondlane. Desde então, Mondlane rompeu com o partido, chamando os seus líderes de “traidores”.
Os danos à principal estrada nacional (EN1), que atravessa Inhambane, somam mais de 2,8 milhões de meticais, além da destruição de transformadores elétricos no distrito de Inharrime, vandalização de escritórios administrativos em Homoine e destruição de veículos do Estado em Jangamo.
O conflito teve início com a demanda por “verdade eleitoral”, após as acusações de fraude nas eleições gerais de 9 de outubro, mas rapidamente se ampliou para outras reivindicações, como redução do custo de vida, melhorias no abastecimento de água e eletrificação.
No fim de semana, manifestantes sequestraram caminhões, roubaram as chaves dos motoristas e usaram os veículos como barricadas, bloqueando a EN1 no distrito de Zavala, em protesto pela falta de eletricidade.
Enquanto isso, no norte do país, a província de Nampula viu uma vitória do governo com a retomada do posto administrativo de Quinga, no distrito de Liupo, ocupado desde o final de dezembro por apoiantes de Mondlane.



