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Moçambique/Sociedade: Insegurança Alimentar em Moçambique, ONG Atuam, Mas Crise Persiste

1,2 milhões de moçambicanos necessitam de intervenção urgente para proteger meios de subsistência

Cerca de 1,2 milhões de moçambicanos enfrentam Insegurança Alimentar Aguda no período pós-colheitas de 2025, segundo a Classificação Integrada das Fases da Segurança Alimentar (IPC), que envolve autoridades nacionais e parceiros internacionais, incluindo agências da ONU. A análise abrange 47 distritos, sobretudo na região norte, representando 29% do país, e alerta para a necessidade de intervenção imediata para reduzir o défice no consumo alimentar e proteger os meios de subsistência.

Dessas pessoas, 125.701 estão em situação de Emergência (Fase 4 da IPC), enquanto 1,07 milhão enfrenta situação de Crise (Fase 3 da IPC). Além disso, 2,58 milhões de moçambicanos estão em Stresse Alimentar (Fase 2 da IPC), evidenciando a magnitude do problema mesmo fora das fases mais graves.

Embora várias ONG nacionais e internacionais desenvolvam ações de distribuição de alimentos, apoio à agricultura familiar e educação nutricional, a persistência da fome indica que os esforços ainda não são suficientes.

Especialistas apontam que falta de coordenação entre as ONG e o governo dispersa os recursos e reduz a eficácia das intervenções. Desafios logísticos, recursos limitados e instabilidade social também contribuem para que a ajuda não chegue de forma eficiente às populações mais vulneráveis.

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A insegurança alimentar em Moçambique não se explica apenas pela ausência de ajuda externa. Entre os fatores que aumentam a vulnerabilidade destacam-se:

  • Infraestruturas logísticas precárias, dificultando a distribuição de alimentos;

  • Impactos climáticos, afetando colheitas e reservas;

  • Tensões político-sociais, prejudicando comércio e circulação de produtos;

  • Falta de monitoramento contínuo, limitando ajustes rápidos nas estratégias de intervenção.

Esses elementos mostram que a fome é um problema complexo, que exige respostas integradas e sustentáveis.

Especialistas recomendam medidas para aumentar a eficácia das ações:

  1. Maior coordenação entre ONG e governo, evitando esforços duplicados;

  2. Planejamento baseado em dados IPC, priorizando distritos mais vulneráveis;

  3. Foco em soluções sustentáveis, apoiando famílias na produção de alimentos e garantindo acesso contínuo;

  4. Uso de tecnologia e inovação, para monitoramento, distribuição e avaliação de impacto.

Uma atuação integrada e estratégica pode transformar intervenções emergenciais em soluções de longo prazo, garantindo maior segurança alimentar à população.

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Apesar da presença de diversas ONG, a insegurança alimentar continua elevada em Moçambique, com 1,2 milhões de pessoas necessitando de ajuda urgente. É tempo de repensar estratégias, integrando esforços entre governo e organizações, priorizando ações sustentáveis que garantam o direito à alimentação e protejam os meios de subsistência.

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