A morte do administrador do Banco Comercial de Investimento (BCI), Pedro Ferraz Correia dos Reis, em Maputo, não teve origem criminosa, ao contrário das informações inicialmente avançadas. As autoridades moçambicanas confirmaram esta terça-feira que se tratou de um caso de suicídio.
Pedro Reis, administrador do BCI — instituição financeira subsidiária da Caixa Geral de Depósitos (CGD) — foi encontrado morto na noite de segunda-feira, numa casa de banho do Hotel Polana, um dos mais emblemáticos da capital moçambicana.
Numa primeira fase, fontes policiais indicaram que a morte teria resultado de golpes de faca, levantando a hipótese de homicídio. Contudo, essa versão foi afastada após o aprofundamento da investigação.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERINC), Hilário Lole, foi perentório:
“Não há dúvidas de que se trata de um caso de suicídio.”
Segundo explicou, Pedro Reis terá recorrido a uma faca para infligir múltiplos golpes em diferentes partes do corpo, tendo ingerido previamente uma substância utilizada como veneno para ratos.
De acordo com os dados recolhidos pelas autoridades, o administrador do BCI terá saído do local de trabalho por volta das 14h00, seguindo para casa acompanhado por um motorista e um segurança. Antes de se dirigir ao hotel, terá adquirido duas armas brancas adicionais e o veneno, levando consigo uma faca de cozinha desde a residência.
As imagens de videovigilância analisadas pelo SERINC confirmam a chegada de Pedro Reis ao Hotel Polana. O porta-voz da instituição esclareceu que o episódio ocorreu no interior da casa de banho, local onde o administrador se trancou.
Para as autoridades, os “repetidos golpes” identificados em várias zonas do corpo afastam qualquer dúvida quanto à autoria do ato.
Em comunicado, o BCI manifestou profundo pesar pela morte do administrador, destacando o seu percurso profissional marcado pela proximidade, visão estratégica e compromisso com a solidez da instituição, bem como pela valorização das pessoas.
“Ao longo do seu percurso no BCI, distinguiu-se pelo elevado sentido de responsabilidade, ética, profissionalismo e rigor, contribuindo de forma determinante para o desenvolvimento e consolidação do banco”, sublinha a nota de pesar.
Segundo o site da Diáspora Portuguesa, Pedro Ferraz Reis integrava o Conselho Executivo do BCI e tinha exercido anteriormente funções de Chief Financial Officer (CFO) na mesma instituição.
A sua carreira iniciou-se em 1995, como assessor do presidente do Conselho de Administração e do diretor-geral do BFE. Era licenciado em Business Administration e mestre em Science in Finance pela Universidade Católica Portuguesa, tendo concluído, em 2011, um General Management Programme na Harvard Business School.
Residente em Moçambique há cerca de 10 anos, Pedro Ferraz Reis era também membro do Conselho da Diáspora Portuguesa desde dezembro de 2023.
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