O Governo de Moçambique, através do Fundo de Promoção Desportiva (FPD), entregou um prémio de 500 mil Meticais a cada membro da selecção nacional de futebol, os Mambas, em cumprimento da promessa feita pelo Presidente da República, Daniel Chapo, após a destacada participação da equipa no Campeonato Africano das Nações (CAN) Marrocos 2025.
O Ministério da Juventude e Desportos (MJD) anunciou a medida numa publicação oficial na sua página de Facebook, na tarde de segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026. O prémio global incluiu atletas, equipa técnica e staff de apoio, reconhecendo a campanha histórica que culminou na qualificação para os oitavos-de-final do maior torneio africano de futebol.
Segundo o MJD, o pagamento foi operacionalizado pelo FPD, no âmbito da sua competência institucional de financiamento ao desporto de alta competição, e representa mais do que um incentivo financeiro: é um reconhecimento político e institucional do esforço colectivo, da disciplina e da dedicação dos Mambas, consolidando o desporto como fator de unidade nacional e fonte de inspiração para a juventude moçambicana.
A atribuição do prémio inclui:
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300 mil Meticais pelo triunfo sobre o Gabão (3-2), divididos igualmente entre Governo e Federação Moçambicana de Futebol (FMF);
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200 mil Meticais adicionais pela qualificação aos oitavos-de-final do CAN-2025.
O Governo destacou que esta medida reafirma o compromisso com o desenvolvimento sustentável do desporto e com a criação de condições para que conquistas históricas passem a ser consistentes, fortalecendo parcerias institucionais e reforçando a imagem do futebol moçambicano no cenário continental.
Apesar do reconhecimento ao esforço da equipa, a decisão do Governo gerou críticas do partido PODEMOS, que considera lamentável a atribuição do prémio neste momento de calamidade nacional.
Em entrevista ao Jornal Rigor, o porta-voz do partido, Duclésio Chico, sublinhou que milhares de famílias enfrentam dificuldades graves devido às cheias, incluindo perdas de casas, bens e familiares. Segundo ele, o valor destinado aos Mambas, que pode chegar a cerca de 15 milhões de Meticais no total, poderia ser utilizado para apoio às vítimas.
“O país atravessa uma situação muito difícil. Decisões deste tipo levantam dúvidas sobre as prioridades do Governo”, afirmou Duclésio Chico, defendendo que assistência humanitária, saúde e protecção social deveriam ser prioridade neste momento.
Apesar das críticas, o PODEMOS reconhece que o prémio decorre do cumprimento de uma promessa presidencial, mas destaca a necessidade de sensibilidade na utilização de recursos públicos, sobretudo em contextos de emergência.
O prémio aos Mambas evidencia o equilíbrio delicado entre reconhecimento desportivo e prioridades sociais em Moçambique. Enquanto o Governo destaca a importância de premiar o esforço e a dedicação da selecção nacional, setores da oposição e da sociedade civil questionam a oportunidade e a sensibilidade da decisão num período de calamidade nacional.
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As fortes chuvas e inundações que assolam Moçambique em 2026 afectaram milhares de pessoas, provocando perdas de vidas, destruição de casas, estradas e terrenos agrícolas, e forçando muitas comunidades a deslocarem-se devido à subida das águas.
Perante a magnitude desta emergência, toda a ajuda disponível é necessária. O apoio de organizações humanitárias, instituições públicas e da sociedade civil é fundamental para garantir alimentos, água potável, abrigo e cuidados de saúde às famílias afectadas.
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