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Internacional/Médio-Oriente: Irão adverte Estados Unidos, eventual conflito poderá transformar-se numa guerra regional

Ali Khamenei acusa Washington de ambições sobre recursos energéticos iranianos e mantém discurso desafiante apesar de contactos diplomáticos em curso

O guia supremo do Irão, Ali Khamenei, advertiu este domingo, 1 de fevereiro, que qualquer iniciativa militar dos Estados Unidos poderá desencadear uma guerra de dimensão regional. “Os americanos devem saber que, se provocarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”, afirmou, num momento em que Washington reforça a sua presença militar no Médio Oriente, incluindo o destacamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln nas proximidades do Irão.

Segundo a Al-Jazeera, Khamenei discursava no centro de Teerão, perante uma grande multidão de apoiantes, reunida para assinalar o aniversário do regresso ao Irão do ayatollah Ruhollah Khomeini, em 1979, após anos de exílio em França. O líder iraniano acusou os Estados Unidos de quererem “devorar” o Irão e as suas vastas reservas de petróleo e gás natural, classificando as recentes manifestações antigovernamentais como uma tentativa de “golpe de Estado”.

Khamenei voltou ainda a utilizar o termo “sedição” para descrever os protestos, uma expressão recorrente no discurso oficial iraniano para designar movimentos de contestação interna. As manifestações, que foram duramente reprimidas, provocaram dezenas de milhares de mortos, segundo diversas organizações internacionais de direitos humanos.

As declarações surgem num contexto de forte tensão entre Teerão e Washington, agravada desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025. Em junho do ano passado, os Estados Unidos aproveitaram a ofensiva israelita contra Teerão para atingir várias instalações nucleares iranianas, contribuindo para a escalada da crise.

Embora sem apelar explicitamente a uma mudança de regime, Donald Trump ameaçou o Irão com represálias em caso de repressão violenta contra manifestantes, segundo o canal Iran International, sediado no exílio. No entanto, apesar da dimensão das vítimas registadas nos protestos de janeiro, Washington optou por não intervir diretamente.

Nos últimos dias, o presidente norte-americano alterou parcialmente o seu discurso, apelando ao Irão para regressar à mesa das negociações e assinar rapidamente um novo acordo nuclear. Ainda assim, Trump advertiu que uma eventual ação militar futura poderia ser “muito pior do que a ofensiva de junho”, caso não haja avanços diplomáticos.

Apesar do tom público confrontacional, Teerão e Washington confirmaram a abertura de canais de comunicação, com o objetivo de evitar uma confrontação direta. No sábado, 31 de janeiro, Donald Trump declarou que negociações sérias estão em curso, embora, no dia seguinte, Khamenei tenha mantido um discurso firme e provocador.

Para o Iran International, este momento reflete “uma impasse familiar”: enquanto os Estados Unidos tentam impor decisões rápidas num contexto em que o Irão se encontra politicamente e economicamente fragilizado, Teerão projeta desafio e resistência, ao mesmo tempo que explora discretamente soluções diplomáticas para evitar uma guerra aberta.

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