Os carros eléctricos chineses estão a gerar cada vez mais preocupações na Europa sobre segurança nacional e espionagem. Depois do exército israelita, que proibiu estes veículos aos seus oficiais, agora é a Polónia e a Alemanha que adoptam uma postura de cautela quanto ao seu uso em contextos sensíveis.
Segundo o vice-ministro da Defesa da Polónia, Cezary Tomczyk, Varsóvia poderá impedir a entrada de veículos fabricados na China nas suas instalações militares, devido aos sofisticados componentes electrónicos presentes nestes carros. Nenhuma decisão final foi ainda tomada, mas o tema tem sido discutido com outros países europeus.
Na Alemanha, a participação das marcas chinesas ou de marcas europeias controladas por empresas chinesas aumentou 23 % no quarto trimestre de 2025. No entanto, a sua quota no segmento de veículos eléctricos caiu ligeiramente, de 10 % para 8 %, segundo um estudo da EY. Na Polónia, a progressão foi mais significativa: a quota de mercado das marcas chinesas passou de 2 % em 2024 para 8,2 % em 2025, de acordo com a Associação Polaca da Indústria Automóvel (PZPM).
Este crescimento desperta preocupação entre as autoridades europeias, porque estes veículos vêm equipados com microfones, câmaras e sistemas conectados, capazes de transmitir dados de geolocalização e imagens a terceiros, representando um risco potencial para infra-estruturas críticas e forças armadas.
Na Alemanha, um responsável pela segurança interna declarou ao Handelsblatt que o risco de espionagem para o exército, polícia e infra-estruturas críticas é elevado, enquanto para o público em geral, é moderado. Incidentes anteriores mostram que o risco é levado a sério: há três anos, a polícia de Berlim considerou impedir que os seus agentes estacionassem Teslas em áreas sensíveis.
A Comissão Europeia propôs recentemente uma revisão do regulamento sobre cibersegurança, permitindo aos Estados-membros excluir fornecedores considerados “não confiáveis” de certas áreas do mercado europeu, incluindo veículos conectados.
A prudência europeia ocorre num contexto de tensões com a China, semelhante às restrições que os EUA impuseram à Huawei. Em 2021, o exército chinês proibiu a entrada de veículos Tesla nas suas instalações militares, citando preocupações de segurança.
Segundo Mark Rutte, chefe da NATO, as discussões sobre segurança europeia e tecnologias estrangeiras refletem a necessidade de proteger infra-estruturas e informações sensíveis contra interferências externas.
O debate sobre os veículos eléctricos chineses evidencia o impacto geopolítico da mobilidade eléctrica e conectada e questiona a segurança da Europa face às ambições tecnológicas da China.
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